HÉRMES (Mercúrio)

hermes04Hermes, filho de Zeus e da ninfa Maia, é o mensageiro dos deuses, protetor dos pastores, dos negociantes, dos ladrões e inspirador da eloqüência.

Equivalente, em Roma, a Mercúrio.

Usava sandálias com asas, um chapéu de abas largas, e segurava uma vara (caduceu) onde se enrolavam duas serpentes.

Apesar de enfaixado e colocado no vão de um salgueiro, árvore sagrada, símbolo da fecundidade e da imortalidade, o que traduz, de saída, um rito iniciático, o menino revelou-se de uma precocidade extraordinária.hermes

No mesmo dia em que veio à luz, desligou-se das faixas, demonstração clara de seu poder, viajou até a Tessália, onde furtou uma parte do rebanho de Admeto, guardado por Apolo, que cumpria grave punição.

Percorreu com os animais quase toda a Hélade, tendo amarrado folhudos ramos na cauda dos mesmos, para que, enquanto andassem, fossem apagando os próprios rastros.

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Numa gruta de Pilos sacrificou duas novilhas aos deuses, divindo-as em doze porções, embora os imortais fossem apenas onze: é que o menino-prodígio acabava de promover-se a décimo segundo.

Após esconder o grosso do rebanho, regressou a Cilene. Tendo encontrado uma tartaruga à entrada da caverna, matou-a, arrancando-lhe a carapaça e, com as tripas das novilhas sacrificadas, fabricou a primeira lira.

Apolo descobriu o paradeiro do ladrão e o acusou formalmente perante Maia, que negou pudesse o menino nascido há poucos dias e completamente enfaixado, ter praticado semelhante roubo.

Vendo o couro dos animais sacrificados, Apolo não teve mais dúvidas e apelou para Zeus.

Este interrogou habilmente ao filho, que persistiu na negativa.

Convencido de mentira pelo pai e obrigado a prometer que nunca mais faltaria com a verdade, Hermes concordou, acrescentando, porém, que não estaria obrigado a dizer a verdade por inteiro.

Encantado com os sons que o menino arrancava da lira, Apolo trocou o rebanho furtado pelo novo instrumento de som divino.

Um pouco mais tarde, enquanto pastorava seu gado, Hermes inventou a flauta de Pã.

Apolo desejou também a flauta e ofereceu em troca o cajado de ouro de que se servia para guardar o armamento do rei Admeto.

Hermes aceitou o negócio, mas pediu ainda lições de adivinhação.

Apolo assentiu e, desse modo, o caduceu de ouro passou a figurar entre os atributos principais de Hermes, que, de resto, ainda aperfeiçoou a arte divinatória, auxiliando a leitura do futuro por meio de pequenos seixos.

Hermes, por ter furtado o rebanho de Apolo, se tornou símbolo de tudo quanto implica em astúcia, ardil e trapaça: é um verdadeiro trapaceiro, um velhaco.

Dele, disse Zeus:

– Hermes, tua mais agradável tarefa é ser o companheiro do homem..

Nesse sentido, Hermes, o mensageiro, é o dispensador de bens.

Protetor dos viajantes, é o deus das estradas.

Para os gregos, Hermes regia as estradas, porque andava com incrível velocidade, pelo fato de usar sandálias de ouro, e, se não se perdia na noite, era porque, dominando as trevas, conhecia perfeitamente o roteiro.

Com a rapidez que lhe emprestavam suas sandálias divinas, tornou-se o mensageiro predileto dos deuses, sobretudo de seu pai Zeus.

A grande tarefa de Hermes consistia em ser o intérprete da vontade dos deuses.

Foi quem adormeceu e matou Argos, o gigante de cem olhos, colocado pela ciumenta Hera como guardião da vaca Io.

Levou ao monte Ida, na Frígia, as três deusas, Hera, Atena e Afrodite, para que o pastor Páris fosse o árbitro na magna querela provocada por Éris, acerca da mais bela das imortais.

Por ordem expressa de Zeus, cumpriu a ingrata missão de levar a Prometeu, aguilhoado a um penedo, o ultimatum.

A ele coube, igualmente, a gratíssima tarefa de conduzir Psiquê para o Olimpo, a fim de que se casasse com Eros.

Hermes é o que sabe e, por isso mesmo, aquele que transmite toda ciência secreta.

Todo aquele que recebeu deste deus, o conhecimento das fórmulas mágicas, tornou-se invulnerável a toda e qualquer obscuridade.

Hermes costumava ser invocado nas cerimônias dos magos como transmissor de fórmulas mágicas.

Inventor de práticas mágicas, eis aí o grande título de Hermes, o vencedor mágico da obscuridade, porque sabe tudo e, por esse motivo, pode tudo.

Assimilado ao deus egípcio Toth, mestre da escritura e, por consequência, da palavra e da inteligência, mago terrível e patrono dos magos, que, já no século V a.C., era identificado a Hermes, com o nome de Hermes Trimegisto, isto é, Hermes três vezes Máximo, e sobreviveu através do hermetismo e da alquimia, até o século XVII.

1 Comentário

  1. Eduarda Piacenti said,

    25 de maio de 2010 às 9:35 PM

    Eu acho que diveria tyer mais coisas sobre Hermes de deixar de falar sobre outros deuses.
    Eu tenho que fazer um trabalho sobre mercurio(hermes), e venho pesquizar, abro essa pag, leio,imprimo, mais não ta falando so do Hermes, mais da história dos deus.

    Atenciosamente
    Sem Mais

    DuDa


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