AFRODITE e ADÔNIS

Vênus e Adonis - Rubens

Vênus e Adonis - Rubens

Venus e Adonis - Veronese

Venus e Adonis - Veronese

Téias, Rei da Síria, tinha uma filha, Mirra, que, desejando competir em beleza com a deusa do amor, foi por esta terrivelmente castigada, concebendo uma paixão incestuosa pelo próprio pai.

Com auxílio de sua aia, Hipólita, conseguiu enganar Téias unindo-se a ele durante doze noites consecutivas.

Na derradeira noite, o rei percebeu o engodo e perseguiu a filha com a intenção de matá-la.

Mirra colocou-se sob a proteção dos deuses, que a transformaram na árvore que tem seu nome.

Meses depois, a casca da “mirra” começou a inchar e no décimo mês se abriu, nascendo Adônis.

Tocada pela beleza da criança, Afrodite recolheu-a e confiou secretamente a Perséfone.

Esta, encantada com o menino, negou-se a devolvê-lo à esposa de Hefesto.

Vênus e Adonis - Rubens

Vênus e Adonis - Rubens

A luta entre as duas deusas foi arbitrada por Zeus e ficou estipulado que Adônis passaria um terço do ano com Perséfone, outro com Afrodite e os restantes quatro meses onde quisesse.

Mas, na verdade, o lindíssimo filho de Mirra sempre passou oito meses do ano com a deusa do amor.

Mais tarde, a colérica Artemis lançou contra Adônis adolescente a fúria de um javali, que, no decurso de uma caçada, o matou.

A pedido de Afrodite, foi o seu grande amor transformado por Zeus em anêmona, flor da primavera. 

E o mesmo Zeus consentiu que o belo jovem ressurgisse quatro meses por ano e vivesse ao lado da amante. Efetivamente, passados os quatro meses primaveris, a flor anêmona fenece e morre.

A morte de Adônis, deus da vegetação, do ciclo da semente, que morre e ressuscita, era comemorada no Ocidente e no Oriente.

Na Grécia Helenística, deitava-se Adônis morto num leito de prata, coberto de púrpura.

As oferendas sagradas eram frutas, rosas, anêmonas, perfumes e folhagens, apresentados em cestas de prata.

Gritavam, soluçavam e descabelavam-se as mulheres.

No dia seguinte atiravam-no ao mar com todas as oferendas.

Ecoavam, dessa feita, cantos alegres, uma vez que Adônis, com as chuvas da próxima estação, deveria ressuscitar.

Foi exatamente para perpetuar a memória de seu grande amor oriental, que Afrodite insituiu na Síria uma festa fúnebre, que as mulheres celebravam anualmente, na entrada da primavera.

Para simbolizar o pouco que viveu Adônis, plantavam-se mudas de roseiras em vasos e caixotes e regavam-nas com água morna, para que crescessem mais depressa.

Adonis - Waterhouse

Adonis - Waterhouse

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