APOLO

apolo04Apolo, filho de Zeus e da deusa Leto, é o deus da luz da juventude, da música, das artes, da adivinhação e da medicina. Dirige o carro do Sol e preside os oráculos.

Segundo as mitologias grega e romana, é o deus do Sol, da música, da poesia, da profecia, da agricultura e da vida pastoral, e ainda o protetor das musas.

É irmão gêmeo de Ártemis.

Apolo é representado nas estátuas da antiguidade como um deus muito belo, personificando o ideal grego de beleza masculina. Eram particularmente importantes os cultos que lhe eram prestados em Delos, onde se situava o seu principal santuário.

Patrono da verdade, do tiro com arco, da música, da medicina e da profecia, foi o mais majestoso dos olímpicos. 

Zeus enviou ao filho uma lira e um carro, onde se atrelavam alvos cisnes. Ordenou-lhes o pai dos deuses e dos homens que se dirigissem todos para Delfos, mas os cisnes conduziram o filho de Leto para além da Terra do Vento Norte, o páis dos Hiperbóreos, que viviam sob um céu puro e eternamente azul e que sempre prestaram ao deus um culto muito intenso. Ali permaneceu ele durante um ano: na realidade, uma longa fase iniciática. Decorrido esse período, retornou à Grécia, e, no verão, chegou a Delfos, entre festas e cantos. Até mesmo a natureza se endomingou para recebê-lo: rouxinóis e cigarras cantaram em sua honra; as nascentes tornaram-se mais frescas e cristalinas. Anualmente, por isso mesmo, se celebrava em Delfos, a chegada do deus.

ApolloAuroraLairesse

Realizador do equilíbrio e da harmonia dos desejos, não visava a suprimir as pulsões humanas, mas orientá-las no sentido de uma espiritualização progressiva, mercê do desenvolvimento da consciência, com base no “conhece-te a ti mesmo”.

Deus da cura por encantamento, médico infalível, o filho de Leto exerce sua arte bem além da integridade física, pois é ele um purificador da alma, que a libera de suas nódoas.

Incentivava e defendia pessoalmente aqueles com cujos atos violentos estivesse de acordo.

Fiel intérprete da vontade de Zeus, Apolo é um deus oracular, mas cujas respostas aos consulentes eram, por vezes, ambíguas.

A grande aventura de Apolo e que há de fazer dele o senhor do Oráculo de apolo02com pitonDelfos foi a morte de Píton. Miticamente, a partida do deus para Delfos teve como objetivo primeiro, matar o monstruoso filho de Gaia, com suas flechas, disparadas de seu arco divino.

 Seria importante não nos esquecermos do que representam o arco e flecha num plano simbólico: na flecha se viaja e o arco configura o domínio da distância, o desapego do concreto e do imediato, comunicado pelo transe, que distancia e libera.

 O vigilante do Oráculo primitivo e o verdadeiro senhor de Delfos era Píton.  Simbolizava a soberania primordial das potências telúricas. 

image55Morto Píton, Apolo teve primeiramente que purificar-se, permanecendo um ano no vale de Tempe, tornando-se, desse modo, o deus o purificador, por excelência. É que, todo miasma, toda mancha produzida por um crime de morte era como que uma nódoa maléfica, quase física, que contaminava o organismo inteiro. Matando e purificando-se, substituindo a morte do homicida pelo exílio ou por julgamentos e longos ritos catárticos, Apolo contribuiu muito para humanizar os hábitos antigos concernentes aos homicídios.

As cinzas do dragão foram colocadas num sarcófago e enterradas sob o Delfos. A pele de Píton cobria a trípode sobre a qual se sentava a sacerdotisa de Apolo, donominada, por essa razão, Pítia ou Pitonisa.

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: