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	<title>Olimpo e Tróia</title>
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	<description>1a parte do curso de mitologia grega sobre a Guerra de Tróia</description>
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		<title>O cavalo de Tróia</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 21:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Finalmente, os gregos descobriram uma estratégia com um cavalo de madeira cheio de soldados armados.  Ele foi construído e deixado em frente aos portões de Tróia.  Os gregos, então, foram embora para Tenedos, fingindo estar abandonando o campo de batalha.  Odisseu foi à cidade, disfarçado.  Hécuba, a esposa de Príamo, o colocou para fora da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=591&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_594" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/trojan_horse_c387anakkale.jpg"><img class="size-medium wp-image-594" title="Trojan_horse_%C3%87anakkale" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/trojan_horse_c387anakkale.jpg?w=198&#038;h=300" alt="reprodução atual de como deve ter sido construído o Cavalo de Tróia" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">reprodução atual de como deve ter sido construído o Cavalo de Tróia</p></div>
<p>Finalmente, os gregos descobriram uma estratégia com um cavalo de madeira cheio de soldados armados. </p>
<p>Ele foi construído e deixado em frente aos portões de Tróia. </p>
<p>Os gregos, então, foram embora para Tenedos, fingindo estar abandonando o campo de batalha. </p>
<p>Odisseu foi à cidade, disfarçado.  Hécuba, a esposa de Príamo, o colocou para fora da cidade, depois de informada de tudo. </p>
<p>Um soldado grego ficou para trás, quando eles foram embora e fingiu para os troianos que ele havia desertado, porque ele sabia de informações comprometedoras sobre Odisseu (Ulisses).  Ele disse aos troianos que o cavalo era um oferenda para Poseidon e que os gregos o haviam construído tão grande, de forma que não pudesse ser levado para dentro dos portões da cidade. </p>
<p>Foi determinado que o Cavalo fosse trazido para dentro da cidade. </p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/picture1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-595" title="Picture1" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/picture1.jpg?w=477" alt="Picture1"   /></a></p>
<p>Eles quebraram parte dos muros que a cercavam, trouxeram o cavalo para dentro, e celebraram sua aparente vitória.  À noite, enquanto os troianos dormiam, os soldados gregos escondidos no cavalo, saíram, abriram os portões da cidade, e avisaram aos outros que estavam esperando em Tenedos.  A cidade foi totalmente destruída. </p>
<p>O rei Príamo foi morto no seu próprio trono, pelo filho de Aquiles, Neoptolemos, e Hécuba, Cassandra e Andromaca (mulher de Heitor), foram feitas prisioneiras. </p>
<p>Aproximava-se a hora da vitória final.  Exaustos, os troianos nem combateram mais. </p>
<p>O sangue correu solto pela cidade.  Menelau penetrou na casa real e matou o novo marido de Helena, Deífobo.  Depois, quebrou as sólidas portas do quarto dela.  Helena, apavorada,  refugiou-se no altar doméstico e, acuada entre as imagens santas, chorando, pediu piedade. </p>
<p>Com um estranho brilho nos olhos, e um sorriso de sarcasmo, Menelau a agarrou pelos cabelos e a espancou.  Sacou da espada e ameaçou fincá-la nas suas carnes macias, antegozando o momento em que a morte tornaria feia e pálida a face sedutora.</p>
<p>Mas Helena, muito sabida, arrancou, inteiramente, suas vestes.  No guerreiro, esmoreceu o desejo de matar.  Outro desejo antigo invadiu-lhe o corpo.  Atirou longe a espada e abraçou-a num gesto de amor e perdão.</p>
<p>Finalmente reunidos, os dois voltaram a Esparta.  Na corte, os nobres recusaram-se a recebe-la como rainha, novamente.  Nas ruas, o povo rebelou-se, querendo puni-la por suas traições, pelas vidas derramadas nos campos de batalha, pelas riquezas destruídas, pelas sementes tornadas em pó. </p>
<p>Menelau, porém, obrigou  todos a respeitarem Helena.  Pouco a pouco, Esparta voltou a aceitar a mulher mais bela do mundo, cujas feições nunca perdiam o viço e cujo corpo enlouquecia de paixão, todo mortal que a visse: Helena<strong>.</strong></p>
<p>Helena, por sua vez, esqueceu seu passado infeliz.  Como se tivesse no cérebro um instrumento destinado a apagar as memórias dolorosas, estava sempre sorrindo, disposta a saciar a paixão incansável de Menelau. </p>
<p>E para Nicóstrato, o filho recentemente nascido, mostrou-se mãe doce e afetuosa.</p>
<p>O rei, ao ouvir estórias da guerra ou as lamentações dos que carregariam para sempre o luto em suas almas, mal podia crer que aquela criatura que partilhava com ele o leito real, tão serena e generosa, podia ter, um dia, causado a miséria e a desgraça de tantos.</p>
<div id="attachment_596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/troyschoubroeck.jpg"><img class="size-full wp-image-596" title="TroySchoubroeck" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/troyschoubroeck.jpg?w=477&#038;h=319" alt="A destruição de Tróia" width="477" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">A destruição de Tróia</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aguerradetroia.wordpress.com/591/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aguerradetroia.wordpress.com/591/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=591&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A morte de Aquiles</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 15:56:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilles3718.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-588" title="achilles3718" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilles3718.jpg?w=211&#038;h=300" alt="achilles3718" width="211" height="300" /></a>A Guerra de Tróia estava no auge da sua fúria. Após nove anos de cerco à cidade de sólidas muralhas, Aquiles, o maior dos aqueus, já havia imortalizado o seu nome por meio de diversas façanhas.</p>
<p>Aquiles, após abater Mêmnon, sobrinho de Príamo, estava agora tomado por uma grande cólera, como até então jamais havia experimentado &#8211; nem mesmo quando da morte de seu amigo Pátroclo, que tanta dor e mágoa lhe causara.</p>
<p>- <em>Agamenon</em> &#8211; disse Aquiles ao chefe dos aqueus.</p>
<p>- <em>Meu coração não pode mais suportar tanta arrogância por parte desses troianos, que já há quase dez anos nos mantêm humilhados do lado de fora destas malditas muralhas! Sim, meu coração anseia por derrubar de uma vez estas portas que nos impedem o acesso à cidadela! Ele anseia também pela volta à nossa casa, com os côncavos navios repletos das riquezas que Ílion inteira esconde em suas casas, templos e palácios!</em></p>
<p>Nesse instante, Tétis, deusa marinha e mãe de Aquiles, inspirou ao chefe grego estas palavras:</p>
<p><em>- Aquiles, audaz e implacável filho de Peleu, lembre-se do funesto presságio que paira sobre a sua cabeça: desde sempre foi predito que você jamais viria a transpor as portas Céias, que resguardam as mulheres e os tesouros da sagrada Tróia.</em></p>
<p>- <em>O que tiver de ser repousa sobre os joelhos dos deuses</em> &#8211; disse Aquiles, cuja impaciência chegara ao limite.</p>
<p><em>- Jamais um guerreiro deixou de cumprir os mandamentos de seu peito por receio de meros presságios ou vaticínios. Aos adivinhos, os presságios; aos guerreiros, a espada. Além do mais, uma nova morte pesa sobre meu coração, a de Antíloco, filho de Nestor e leal companheiro que a crueldade troiana fez baixar recentemente à morada das sombras.</em></p>
<p>E tomando de sua lança, Aquiles ordenou aos seus mirmidões &#8211; guerreiros da Tessália, seus comandados &#8211; que o seguissem de lanças em riste.</p>
<p>Uma nova carnificina começou, então. Os cadáveres dos troianos juncavam o chão em frente às muralhas de Tróia, fazendo transbordar as águas do rio Escamandro, que corre perto com suas águas revoltas.</p>
<p>- <em>Adiante mirmidões de sólidos escudos!</em> &#8211; bradava o filho de Tétis.</p>
<p><em>- Grandes recompensas os aguardam atrás destas paredes erguidas por duas divindades!</em></p>
<div id="attachment_586" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/helenpariswestall.jpg"><img class="size-medium wp-image-586" title="HelenParisWestall" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/helenpariswestall.jpg?w=238&#038;h=300" alt="Helena e Páris" width="238" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Helena e Páris</p></div>
<p>No alto das muralhas, Príamo, rei da Tróada, acompanhava apavorado o massacre dos seus homens. Ao seu lado estava seu filho Páris, raptor da bela Helena, que abandonara seu esposo Menelau, em Esparta, para ir viver com o belo irmão de Heitor.</p>
<p>- <em>Páris, meu filho, parece que desta vez aquele terrível homem transporá as sólidas portas de nossa sagrada Tróia!</em> &#8211; disse Príamo, aterrado com a aproximição de Aquiles e de seus furiosos mirmidões.</p>
<p>Páris, sem responder, cogitava sobre as terríveis consequências que estavam prestes a se abater sobre si e toda a cidade fundada por Ilos, de nobre memória. As recriminações de seus irmãos e os olhares de ódio de seus compatriotas ainda estavam bem presentes em sua mente. Agora que tudo parecia perdido, podia perceber, mais do que nunca, aqueles mesmos olhares acusativos caírem sobre si como pequenos dardos envennados.</p>
<p>Na verdade, Páris já tentara, de algum modo, chamar a si a responsabilidade para a solução daquele conflito, quando propôs a Menelau, o marido ultrajado, um combate singular entre ambos, como forma de resolver a disputa.</p>
<p>Entretanto, levara a pior, e se a própria Afrodite não o tivesse ocultado em uma nuvem e levado para seus aposentos, dentro das muralhas protetoras, estaria agora morto &#8211; tão morto quanto a maioria de seus muitos irmãos, entre os quais Heitor, que tanto o censurara por suas atitudes levianas.</p>
<p>Enquanto Páris refletia sobre tudo isso, o bravo Aquiles, surdo a tudo, continuava a investir com fúria nunca vista, cortando braços, arrancando cabeças e pisoteando os corpos abatidos, como um leão que quando avança sobre um redil de ovelhas se atraca em todas, indiscriminadamente, movido apenas pela gana de enterrar as compridas unhas no pêlo fofo de suas vítimas, até torná-lo tinto do sangue negro e inebriante.</p>
<p>Aquiles estava agora diante das portas Ceias.</p>
<p>Apenas alguns bravos combatentes troianos ainda restavam diante da sua fúria incontrolável. Então uma voz, que não era humana, partiu do alto das muralhas:</p>
<p>- <em>Aquiles, temerário! Volta os passos para trás, eis que já foi determinado pelos deuses que jamais vai colocar os pés dentro destas muralhas!.</em>  Era Apolo, filho de Zeus e Leto, quem lhe dirigia essas acerbas palavras.</p>
<p>Tétis, mãe de Aquiles, oculta sob a forma de um de seus soldados, tentava fazê-lo retroceder:</p>
<p><em>- Eia, Aquiles valoroso, voltemos ao nosso acampamento, pois é voz mortal quem lhe adverte de grave dano à sua pessoa!</em></p>
<p>- <em>Cale-se, covarde, e retroceda sozinho, se assim lhe apraz!</em></p>
<p>Disse o filho de Tétis, empurrando rudemente o soldado, sem saber que afastava a própria mãe de chorosos olhos.</p>
<p><em>- Hei de arrancar estas portas com meus próprios braços, e não serão vãs ameaças, ditadas por lábios mortais ou imortais, que me impedirão de laver adiante um ato de justa vingança que clama aos céus!</em></p>
<p><em>- Aquiles, a ira faz você blasfemar e invocar os deuses ao mesmo tempo!</em> &#8211; Disse Apolo, enfurecido pela audácia daquele homem.</p>
<p><em>- Lembre que, ao fim e ao cabo, é mortal como todos os outros que vibram as lanças e os escudos junto de você. Até Sarpedon, filho do deus supremo, também baixou, de há muito, às sombrias moradas. Se você teimar na impiedade, terá, ainda com mais razão, o mesmo destino.</em></p>
<p>Aquiles, contudo, permaneceu surdo às funestas advertências: de espada em punho avançava resolutamente para as imensas portas, enquanto sua mãe, Tétis, de pés prateados, afastava-se, vencida pelos fados inexoráveis.</p>
<p><em>- Eia, mirmidões, arremetam às portas com este aríete feito de sólido carvalho e afiadíssima ponta!</em> &#8211; disse o herói, pondo todo o empenho em sua voz.</p>
<p>Páris, ao alto, penava em seu desespero, pensando no que poderia fazer para deter aquele terribilíssimo homem, quando escutou a voz de Apolo soar a seu lado:</p>
<p><em>- Páris, nutrido pelos deuses, apreste ligeiro o seu arco e escolha a melhor das flechas!</em></p>
<p>- <em>Aquiles é invencível!&#8230;</em> &#8211; bradou Páris ao filho de Leto.</p>
<p><em>- Seu corpo, banhando nas águas do Estige, é invulnerável, e seta alguma poderá feri-lo.</em></p>
<p>Tétis, num último gesto de amor materno, aproximou-se, então de Apolo, e lhe disse estas palavras:</p>
<p><em>- Apolo, filho de Zeus soberano! Toma antes uma de suas próprias flechas, se queres, para alvejar meu filho, eis que suas flechas tiram a vida em causar dor. </em></p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_587" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilleswest.jpg"><img class="size-full wp-image-587" title="achilleswest" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilleswest.jpg?w=477" alt="Apolo aconselha "   /></a><p class="wp-caption-text">Apolo aconselha </p></div>
<p>O filho de Zeus acedeu e, estendendo a Páris uma de suas próprias flachas, lhe disse em seguida:</p></div>
<p><em>- Toma e faz o que digo. Quanto ao rumo que a seta seguirá, não se preocupe, pois cabe a mim dar-lhe o rumo correto. </em></p>
<p>- Páris ajustou a seta fatal ao seu arco e espichou a sólida corda até que as duas extremidades do arco, feito de fina e maleável madeira, se unissem.</p>
<p>- <em>Dispara agora, filho de Príamo!.</em> Ordenou Apolo, que arremessando-se junto com o dardo, foi conduzindo-o até o seu alvo, que era o calcanhar direito de Aquiles.</p>
<p>O guerreiro, alvejado pela seta mortal, sentiu o pé fraquejar, embora dor alguma lhe lancinasse as carnes.</p>
<p><em>- Fui alvejado&#8230;</em> Gritou Aquiles, compreendendo, num instante, que seu fim se aproximava.</p>
<div id="attachment_589" class="wp-caption aligncenter" style="width: 375px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilles3924.jpg"><img class="size-full wp-image-589" title="achilles3924" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilles3924.jpg?w=477" alt="Aquiles alvejado no calcanhar"   /></a><p class="wp-caption-text">Aquiles alvejado no calcanhar</p></div>
<p>Arrancando o dardo do calcanhar, que sangrava copiosamente, mesmo assim o filho de Peleu ainda encontrou forças para continuar batalhando.</p>
<p><em>- Hei de cair somente depois que meus mirmidões tiverem rompido as portas que dão acesso à cidadela!,</em> pensava ele, brandindo com fúria redobrada a sua espada encharcada de sangue inimigo.</p>
<p>Aquiles avançou, cada vez com maior dificuldade, pois a sombra da morte começava a descer sobre seus ohos e, após haver semeado o pânico entre os troianos, apoiou-se sobre o madeiro sólido e intransponível de um das gigantescas portas Céias.</p>
<p>Seus joelhos fraquejaram pela última vez, e sentiu que sua alma começava a descer ao Hades sombrio para ir fazer companhia aos companheiros mortos.</p>
<p><em>- O destino de Tróia está, desde sempre, também decretado!</em> bradou Aquiles, nos últimos arrancos de sua vida quase extinta.</p>
<p><em>- E tão certo quanto agora cumpro meu negro fado, chegará muito em breve a vez de vocês também cumprirem o seu! Não terão como escapar, e então sentirei espumar em minha boca, mesmo nas moradas sombrias, o sumo feliz da vingança!</em></p>
<p>Aquiles cerrou seus lábios e sua armadura finalmente retiniu sobre o chão, com imenso estrondo, cobrindo-se de seu próprio sangue ajuntado ao pó.</p>
<p>Grande júbilo ergueu-se do alto das muralhas: Príamo, aliviado, via exterminado, de uma vez por todas, o flagelo grego, matador de troianos e de seu querido filho Heitor.</p>
<p>Começava nesse instante, porém, uma outra batalha, agora pelos despojos do maior dos aqueus.</p>
<p>Ájax e Ulisses, companheiros fiéis, arremessaram-se ao corpo para impedir que mãos inimigas o raptassem, apossando-se de sua armadura gloriosa, fabricada pelas próprias mãos de Hefesto, inexcedível artífice, e levassem seu corpo para dentro das muralhas, para ser esquartejado e lançado aos dentes corruptos dos cães de Tróia. Era a vez, agora, de Aquiles ter seu corpo arrastado de um a outro lado e coberto de sangue e de pó, como acontecera a tantos outros desde o começo daquela terrível e cruenta guerra.</p>
<p>Enéias, pelos troianos, forcejava junto com os seus para apoderar-se do corpo, enquanto que Ájax e Ulisses os repeliam com toda a fúria.</p>
<p>Glauco, primo de Sarpedon morto, conseguira laçar os pés esfolados de Aquiles e já ia arrastando o corpo até as hostas troianas, quando Ájax, arremessando um dardo certeiro, prostrou-o sem vida no chão. E assim, ao redor do corpo ensanguentado do filho de Tétis, foram caindo, às dezenas, os guerreiros que lutavam em busca do prêmio mais ambicionado: o corpo e as armas de Aquiles.</p>
<p>Finalmente, os gregos levaram a melhor e conduziram o corpo de Aquiles para as suas tendas. Lá o herói recebeu os rituais fúnebres devidos, sendo quimados seus despojos numa imensa pira, sob o choro de todos os companheiros, e até dos deuses, que do alto lamentavam a morte do maior guerreiro que o mundo já vira.</p>
<p>Tétis, sua mãe, veio das profundezas do mar, junto com suas nereidas, coberta de luto, e durante toda a cerimônia não cessou de lamentar a morte de seu querido filho.</p>
<p>Depois, as cinzas de Aquiles foram depositadas junto às de Pátroclo, amigo e fiel companheiro de armas, conforme o seu desejo.</p>
<p>Depois da morte de Aquiles, Ulisses e Ajax disputaram sobre a divina armadura do herói morto.</p>
<p>Quando Ajax perdeu a luta, ficou louco e se suicidou.</p>
<p>Numa batalha de intensa bravura, Páris foi ferido no braço.  A ferida infeccionou muito, trouxe febre e convulsões, até que ele morreu.</p>
<p>Páris morto, Príamo deu a mão de Helena, a Deífobo, o irmão de Páris, que a reivindicara e ao comando dos exércitos de Tróia.</p>
<p>Uma noite, Odisseu (Ulisses) entrou em Tróia, disfarçado, e roubou o Palladium, a sagrada estátua de Atena, que dava aos troianos a força para continuar com a guerra.  A cidade, entretanto, não pereceu.</p>
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		<title>A Guerra de Tróia</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 21:31:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">A guerra de Tróia foi um episódio sangrento da <a title="Idade Antiga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_Antiga">antiguidade</a>, que teve lugar muito provavelmente entre <a title="Segundo milénio a.C." href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_mil%C3%A9nio_a.C.">1300 a.C.</a> e 1200 a.C, que culminou com a destruição da <a title="Cidade-Estado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade-Estado">cidade</a> de Tróia.</div>
<p>Os gregos antigos acreditavam que a guerra de Tróia era um fato histórico, ocorrido no período micênico, mas, durante séculos, os estudiosos tiveram dúvidas se ela de fato ocorreu. Até a descoberta do <a title="Sítio arqueológico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADtio_arqueol%C3%B3gico">sítio arqueológico</a> na <a title="Turquia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Turquia">Turquia</a>, acreditava-se que Tróia era uma cidade mitológica.</p>
<p>A <a title="Ilíada" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada">Ilíada</a>, de <a title="Homero" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homero">Homero</a>, descreve os acontecimentos finais da guerra, que incluem as mortes de <a title="Pátroclo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1troclo">Pátroclo</a>, <a title="Heitor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Heitor">Heitor</a> e <a title="Ájax" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81jax">Ajax</a>, que se matou com a espada que Heitor lhe deu. Por isso, esse período da história é chamado de Tempos Homéricos.</p>
<p>Suas montanhas, com o céu quase sempre azul e seu clima suave faziam de Tróia, uma das mais maravilhosas cidades do mundo antigo.  Tinha um clima ameno e agradável. Muita chuva caía a cada ano, principalmente no inverno. No verão, o povo vivia quase inteiramente ao ar livre. Embora os ventos de inverno fossem frios, os troianos promoviam a maioria dos divertimentos e reuniões públicas fora dos recintos cobertos. </p>
<p>Os troianos eram um povo animado, que se divertia com as conversas e a companhia dos outros.  O povo levava uma vida simples, começando na moradia, que era de pedra ou de tijolos secos ao sol e cobertos com estuque.</p>
<p>A maioria dos troianos fazia apenas duas refeições por dia. O almoço, muitas vezes consistia somente de um prato de feijão ou de ervilhas e de uma cebola crua ou um nabo cozido. Ao cair da noite havia a refeição principal, que incluía pão, queijo, figos, azeitonas e por vezes um pedaço de carne ou queijo.  Não conheciam o açúcar, porém serviam-se do mel para adoçar seus alimentos. Usavam o azeite para passar no pão, além de empregarem-no como óleo de cozinha e sabão. A maioria dos troianos bebiam uma mistura de vinho e água; eles consideravam o leite próprio apenas para os animais e os bárbaros. </p>
<p>Homens e mulheres usavam uma túnica que descia até os joelhos ou tornozelos; um cinto estreito prendia na cintura, a túnica feminina.  Grande parte dessas túnicas era feita de lã; apenas os mais ricos podiam tê-las de algodão ou linho. O povo usava túnicas de cor marrom para o trabalho e de cor branca nas ocasiões formais.  Tanto os homens como as mulheres trajavam também, mantos que eles arrumavam com pregas, sobre os ombros e os braços. Os moços por vezes usavam uma clâmide, um pequeno manto preso no ombro. Dentro de casa, os troianos, habitualmente, andavam descalços; na rua, muitos usavam sandálias. A maioria dos troianos andava com as cabeças descobertas. </p>
<p>A cidade contava com um ginásio ao ar livre, onde os homens podiam praticar exercícios ou vários tipos de jogos com bola. As crianças geralmente rolavam aros ou brincavam com bonecas. Os homens mais velhos sentavam-se na ágora (mercado), onde ficavam jogando damas ou conversando. A mulher troiana trabalhava quase que todo o tempo e tinha poucos divertimentos. As caçadas eram os passatempos prediletos nas propriedades rurais.</p>
<p>As meninas não recebiam qualquer educação formal, mas aprendiam os ofícios domésticos e os trabalhos manuais com as mães. O principal objetivo da educação, era preparar o menino para ser um bom cidadão. Os troianos antigos não contavam com uma educação técnica para preparar os estudantes para uma profissão ou negócio.  Os arquitetos troianos demonstravam grande habilidade em seus projetos de tempos e edifícios públicos. Eles assentavam com perfeição os blocos de mármore ou de pedra calcária, sem usar argamassa, e empregavam graciosas colunas para sustentar os tempos.</p>
<p>A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o “áulo”, que lembrava um pouco o oboé.  Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de “poesia lírica”.</p>
<p>Os troianos, como os gregos, adoravam os vários deuses do Olimpo, e os representavam sob a forma humana.  Portanto, sua religião era politeísta e antropomórfica. Praticavam ainda, o culto dos heróis, que eram seres mitológicos, como: Teseu, Perseu e Hércules.  O culto aos deuses era tão desenvolvido, que chegaram a erigir soberbos templos às suas divindades, nos quais realizavam suas orações. Consideravam que os oráculos eram meios utilizados pelos deuses para se comunicarem com eles.  Diversos jogos periódicos eram promovidos pelos troianos em homenagem aos deuses, como os Jogos Olímpicos, na Grécia. Os Jogos Olímpicos eram praticados de quatro em quatro anos. Durante sua realização, sustavam-se as guerras, e respeitavam-se como as pessoas sagradas, os seus participantes.</p>
<p>Os deuses Apolo e Poseidon, construíram a cidade de Tróia para o pai de Príamo, Laomedon.  Quando seu pai morreu, Príamo tornou-se o rei de Tróia e teve um filho e uma filha, Cassandra, com sua mulher, Hécuba, que havia sonhado, durante a gravidez, que daria á luz uma tocha flamejante.   </p>
<p><em>- Eu sonhei que a criança nascera&#8230; um filho&#8230;  E quando o peguei no berço, não era um bebê, mas uma criança grande, ardendo em chamas, queimando, como se fosse uma tocha.  E quando ele começou a correr, o fogo se espalhou, invadindo o palácio, queimando tudo, atingindo a cidade&#8230;</em></p>
<p>Uma sacerdotisa declarou que o recém-nascido, Páris, deveria ser morto imediatamente, ou então, ele destruiria a cidade. </p>
<p><em>- Assim falou o mensageiro dos Deuses do Olimpo.  Gera um filho sob um fado maligno, que destruirá a cidade de Tróia.</em></p>
<p>Procurando impedir que a maldição se cumprisse, seus pais o abandonaram para morrer,  mas o menino escapou, foi descoberto por pastores e cresceu entre eles, longe da cidade, nas fazendas do monte Ida, e quando se fez homem, casou-se com Enone, uma camponesa da região.</p>
<p>Enquanto isso, Peleu, rei de Iolcos, ficou viúvo e resolveu se casar com a Nereida Tétis.  Foi um dos casamentos mais importantes da antiguidade.  Até os deuses vieram assistir à cerimonia, e trouxeram os mais lindos presentes.  Peleu havia mandado convite para todas as divindades, maiores ou menores, exceto uma: Éris, a Discórdia.</p>
<p>Estavam no melhor da festa, quando a terrível Éris surgiu.  Chegou e colocou sobre um apedra, um pomo (fruto) de ouro, com esta inscrição:</p>
<p><em>- À mais bela!</em></p>
<p>Aquilo era uma provocação às três grandes deusas ali presentes:  Hera (esposa de Zeus), Atena e Afrodite (filhas de Zeus).</p>
<p>- <em>A qual fazer-se a entrega do pomo?  Como decidir qual das três a mais bela?</em></p>
<p>Zeus se recusou a julgar um concurso de beleza entre sua esposa e duas de suas filhas. </p>
<p>Tornou-se necessário um outro juiz. </p>
<p>Hérmes convidou para juiz, o jovem Páris, que ainda era um pastor em Ida. </p>
<p>Cada uma das deusas prometeu a Páris uma grande recompensa, se fosse a escolhida.</p>
<p>Hera lhe ofereceu poder, Atena lhe ofereceu glória militar e sabedoria, e Afrodite lhe ofereceu como esposa, a mais bela mulher do mundo. </p>
<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/venus-maca-thorvaldsen.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-572" title="Venus maça Thorvaldsen" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/venus-maca-thorvaldsen.jpg?w=64&#038;h=150" alt="Venus maça Thorvaldsen" width="64" height="150" /></a>Páris olhou para as três divindades e entregou o pomo à Afrodite, a deusa da beleza.</p>
<p>Hera e Atena roeram-se por dentro, de inveja, e para se vingar do julgamento daquele juiz de Tróia, provocaram a guerra entre os gregos e os troianos, da qual Tróia saiu completamente destruída.</p>
<p>Helena era a mulher mais bela do mundo.  Alta e delicada, os cabelos finos e louros, as feições como mármore esculpido, e profundos olhos azuis.  Era filha de Leda e Zeus, irmã de Clitemnestra, dos gêmeos Castor e Pólux, e esposa de Menelau.  Leda a havia concebido, quando Zeus tomou o corpo de seu marido, Tindareus.  Ela foi a única filha mortal de Zeus.  Seus outros irmãos eram filhos do marido de Leda.  Sua beleza era famosa por todo o mundo.  Seu pai não concordava com nenhum dos meus pretendentes, mas os guerreiros gregos se reuniram e juntos pediram-na em casamento.  Foi então, que a se casou com Menelau, rei de Esparta e sua irmã, Klitemnestra se casou com Agamemnon, rei de Argos, e irmão de Menelau.</p>
<p>Quando Páris se tornou homem, ele retornou a Tróia para competir nos jogos atléticos, e foi reconhecido, retornando, portanto, ao seio da família real, que já se esquecera da profecia, trazendo, inclusive, sua esposa, Enone, que lhe deu um filho, Corito.</p>
<p>- <em>A culpa foi minha</em>, disse Príamo, <em>por dar ouvidos a bobagens supersticiosas.  Venha ao palácio, jantar com sua mãe e seus irmãos.</em></p>
<p>Mais tarde, ele viajou para Esparta, como embaixador de Tróia, numa época em que Menelau estava ausente.</p>
<p>Páris e Helena se apaixonaram e fugiram de Esparta, levando consigo muitos dos tesouros da cidade, retornando a Tróia, através do Egito e de outros lugares, viajando por muito tempo.   Para conseguir Helena, Páris havia violado o sagrado comportamento de um hóspede. </p>
<div id="attachment_571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/helene_paris_david.jpg"><img class="size-full wp-image-571" title="Helene_Paris_David" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/helene_paris_david.jpg?w=477&#038;h=632" alt="Helena e Páris - Jacques-Louis David" width="477" height="632" /></a><p class="wp-caption-text">Helena e Páris - Jacques-Louis David</p></div>
<p>Os espartanos os perseguiram mas não os puderam alcançar.   </p>
<p>Chegaram em Tróia, e a situação se tornou um caos. </p>
<p>Páris abandonou Enone, mãe de seu filho, apresentando-me à sua família, como sua esposa legítma. </p>
<p>Apenas Cassandra, a irmã de Páris, revoltou-se.</p>
<p><em>- Se você abandonar Enone, você é um tolo e um vilão.  Posso garantir agora que, no mínimo, ela atrairá a guerra, para esta cidade.</em></p>
<p>Mas nada adiantou, e Enone, desesperada, fugiu do palácio, com o filho de Páris, de volta às suas montanhas.  Dessa união nasceram Agano, Bunico, Ideu e Helena, todos mortos durante um terremoto e a tomada de Tróia. </p>
<p>Quando descobriram que havíam chegado a Tróia, Menelau, o marido traído e Odisseu, rei de  Ítaca, foram até lá pegá-la de volta e aos tesouros. </p>
<p>- <em>Deseja voltar para seu marido?</em>  Perguntou Príamo.</p>
<p>- <em>Não meu senhor</em>, disse-lhe Helena.</p>
<p>- <em>Como dar atenção ao que diz uma rameira infiel? </em>gritou Menelau.  <em>Ela é minha e vou levá-la.</em></p>
<p>- <em>Não haverá mais ofensas sob meu teto!  </em>revidou Páris.</p>
<p>- <em>Tome cuidado com o que diz.  Poderá não haver mais teto sobre sua cabeça!</em></p>
<div id="attachment_573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/rapeofhelenprimaticcio.jpg"><img class="size-full wp-image-573" title="RapeOfHelenPrimaticcio" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/rapeofhelenprimaticcio.jpg?w=477&#038;h=387" alt="O rapto de Helena" width="477" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">O rapto de Helena</p></div>
<p>Como não conseguiram, os espartanos se reuniram para invadir Tróia.  E todas as mulheres de Tróia invejaram Helena, por seu marido. </p>
<div id="attachment_575" class="wp-caption alignleft" style="width: 219px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilleschironpuget.jpg"><img class="size-medium wp-image-575" title="AchillesChironPuget" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilleschironpuget.jpg?w=209&#038;h=300" alt="Aqules e Quiron" width="209" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Aqules e Quiron</p></div>
<p>Aquiles, filho de Peleus e Tétis, foi educado por Quiron, o centauro. </p>
<p>Uma das condições para que fosse permitido o casamento dos pais de Aquiles (a união de um mortal com uma ninfa divina), era que o filho deles nascido deveria morrer numa guerra e trazer grande tristeza para sua mãe. </p>
<p>Para protegê-lo da morte na batalha, sua mãe o banhou, bem jovem, nas águas do rio Estige, o que lhe conferiu invulnerabilidade. </p>
<p>Só se esqueceu de um de seus calcanhares, que ficou desguarnecido. </p>
<p>Quando os gregos começaram a formar a sua armada, os pais de Aquiles o esconderam, disfarçado de mulher. </p>
<p><em>- E que linda donzela ele devia parecer, com aqueles ombros enormes&#8230;</em></p>
<p>O profeta da armada grega, disse a Agamemnon e aos outros líderes, que eles não poderiam conquistar Tróia, sem a ajuda de Aquiles. </p>
<p>Odisseu conseguiu encontrar Aquiles, e ele teve que ir na expedição, acompanhado de seu amigo Patroclus. </p>
<p>Os gregos reuniram mais de cem navios, e Agamemnon era o comandante.   </p>
<p>Durante a viagem eles sofreram muitos atrasos, por conta de ventos contrários, enviados pela deusa Artemis. </p>
<p>Em desespero, para agradar a deusa, Agamemnon ofereceu sua filha Ifigênia, em sacrifício. </p>
<p>Artemis a carregou e dela fez uma sacerdotisa de seu templo.  Depois disso, os ventos mudaram e eles puderam velejar com segurança para Tróia.</p>
<p>No caminho, Philoctetes, filho de Poeas e líder de Methone, foi mordido por uma cobra, quando estavam em terra, descansando. </p>
<p>Sua dor era tanta e sua ferida tão feia, que os gregos o abandonaram, contra sua vontade na ilha de Tenedos. </p>
<p>A armada grega parou numa praia antes de Tróia, mas das muralhas de seu palácio, Helena viu chegar a armada grega e os identificou para Príamo. </p>
<p>O primeiro homem que desceu do navio, foi morto por Heitor, filho de Príamo e líder da armada troiana. </p>
<p>Os gregos, então, mandaram um embaixador a Tróia, na tentativa de recuperar Helena e os tesouros.  Quando não conseguiram, novamente, os gregos iniciaram uma guerra que durou muitos anos.</p>
<p>Um dia, Agamemnon insultou o deus Apolo, ao tomar como escrava, a garota Chryseis, filha de um de seus profetas. </p>
<p>Apolo procurou a ajuda da deusa Nêmesis, senhora da vingança divina, aquela que castigava os crimes dos mortais, e mandou nove dias de pragas, na armada grega.</p>
<p><em>- Cuidado, vocês que ofenderam meu sacerdote!  </em></p>
<p><em>- Esta é minha cidade!  </em></p>
<p><em>- Minha maldição e minhas flechas vão se abater sobre todos vocês, até o último homem!</em> </p>
<p>Esta foi a voz do Deus.</p>
<p>Aquiles pediu uma reunião, para se determinar o que fazer. </p>
<p>Nessa reunião, ele e Agamemnon discutiram amargamente.</p>
<p>Agamemnon foi obrigado a devolver Chryseis e, por causa disto, confiscou a escrava de Aquiles, Briseida, o que fez com que o herói, com raiva, se retirasse e a todas as suas forças, da batalha.           </p>
<p>Aquiles pediu a sua mãe Tétis, para interceder pelos troianos, junto a Zeus, de forma que os gregos reconhecessem a tolice de Agamemnon, em ofender seu melhor soldado. </p>
<p>Tétis fez o pedido a Zeus, cobrando dele um favor antigo que ele lhe devia.   Zeus concordou.</p>
<div id="attachment_576" class="wp-caption aligncenter" style="width: 339px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/tetis-e-zeus.jpg"><img class="size-full wp-image-576" title="tetis e zeus" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/tetis-e-zeus.jpg?w=477" alt="Zeus e Tétis - Ingres"   /></a><p class="wp-caption-text">Zeus e Tétis - Ingres</p></div>
<p>Durante o curso da guerra, vários incidentes aconteceram, e muitos morreram, de ambos os lados. </p>
<p>Menelau desafiou Páris para um duelo.</p>
<p><em>- Minha discórdia é com você e não com a cidade de Tróia.  Proponho um combate pessoal, diante de todos os soldados.  Se você vencer, poderá ficar com Helena.  Mas se eu vencer, então ela me será entregue, sem pedir mais nada.  Qual a sua resposta?</em></p>
<p><em>-  Pois bem,</em> respondeu Páris.  <em>Dentro de uma hora, se assim o quiser.</em></p>
<p>Páris e Menelau lutaram em duelo, mas Páris foi salvo por Afrodite, na hora em que este ia matá-lo.  Como houve a intervenção da Deusa, nenhum dos dois foi vencedor ou perdedor. </p>
<p>Com a ausência de Aquiles, o maior dos guerreiros gregos, e seguindo a promessa de Zeus a Tétis, Hector conseguiu ter grande sucesso contra os gregos, incendiando seus navios.</p>
<p>Enquanto Hector estava festejando seu sucesso contra os gregos, estes mandaram um enviado a Aquiles, pedindo que ele voltasse para a batalha. </p>
<p>Agamemnon ofereceu muitas compensações pelo insulto inicial. </p>
<p>Aquiles recusou as ofertas, mas disse que iria reconsiderar se Hector destruísse os navios gregos. </p>
<p>Quando isso aconteceu, Patroclus, amigo de Aquiles, pediu permissão para voltar à luta.</p>
<p>Aquiles lhe deu sua permissão, avisando para que ele não atacasse a cidade de Tróia. </p>
<p>Ele também deu a Patroclus, sua própria armadura, de forma que os troianos pensaram que Aquiles tinha retornado à guerra. </p>
<p>Patroclus voltou à luta, com algum sucesso, mas foi finalmente, morto por Hector, com a ajuda do deus Apolo. </p>
<div id="attachment_577" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/patroklus.jpg"><img class="size-medium wp-image-577" title="patroklus" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/patroklus.jpg?w=300&#038;h=248" alt="A morte de Pátroclo - Caravaggio" width="300" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">A morte de Pátroclo - Caravaggio</p></div>
<p>Aquiles fez uma grande pira funeral para Patroclus, matou soldados troianos em sacrifício, e organizou jogos em honra a seu amigo assassinado. </p>
<p>Em sua dor quanto à morte de seu amigo Patroclus, Aquiles decidiu retornar. </p>
<p>Já que ele não tinha mais armadura, porque Hector havia retalhado o corpo de Patroclus e passado a usá-la, Tétis pediu ao deus da forja, Hefestos,  para preparar uma armadura divina para seu filho.</p>
<p>Hefestos assim o fez, Tétis deu a armadura para Aquiles e ele voltou à guerra.</p>
<p>Depois de matar muitos troianos, Aquiles, finalmente, se encontrou com Hector, sozinho, fora das muralhas de Tróia. </p>
<p>Hector preferiu ficar e lutar, sem fugir para a cidade, e foi morto por Aquiles, que, então, mutilou seu corpo, o amarrou a uma carruagem e o arrastou durante toda a noite.</p>
<p>- <em>Ele está morto!  Nosso maior herói está morto!</em>  Hécuba lamentava-se. </p>
<p>Príamo foi até o acampamento grego para reclamar o corpo de Hector, e Aquiles o devolveu, depois de receber o peso de seu corpo em ouro, como resgate.</p>
<div id="attachment_578" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/andromachemournshector.jpg"><img class="size-full wp-image-578" title="AndromacheMournsHector" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/andromachemournshector.jpg?w=477&#038;h=732" alt="Lamento por Hector (Heitor)" width="477" height="732" /></a><p class="wp-caption-text">Lamento por Hector (Heitor)</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aguerradetroia.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aguerradetroia.wordpress.com/566/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=566&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lili Machado</media:title>
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		<title>O POMO DA DISCÓRDIA</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 19:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[b24.2- O Pomo da discórdia]]></category>
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		<description><![CDATA[Peleu, rei de Iolcos, ficou viúvo e resolveu se casar com a Nereida Tétis.  Foi um dos casamentos mais importantes da antiguidade.  Até os deuses vieram assistir à cerimonia, e trouxeram os mais lindos presentes.  Peleu havia mandado convite para todas as divindades, maiores ou menores, exceto uma:  Éris, a Discórdia. Estavam no melhor da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=557&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peleu, rei de Iolcos, ficou viúvo e resolveu se casar com a Nereida Tétis. </p>
<p>Foi um dos casamentos mais importantes da antiguidade.  Até os deuses vieram assistir à cerimonia, e trouxeram os mais lindos presentes. </p>
<p>Peleu havia mandado convite para todas as divindades, maiores ou menores, exceto uma:  Éris, a Discórdia.</p>
<p>Estavam no melhor da festa, quando a terrível Éris surgiu.  Chegou e colocou sobre um apedra, um pomo (fruto) de ouro, com esta inscrição:</p>
<p><em>- À mais bela!</em></p>
<p>Aquilo era uma provocação às três grandes deusas ali presentes:  Hera, Atena e Afrodite. </p>
<div id="attachment_560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/pallasathena-hera-vonaachen.jpg"><img class="size-full wp-image-560" title="PallasAthena hera VonAachen" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/pallasathena-hera-vonaachen.jpg?w=477&#038;h=391" alt="Atena - Hera - Afrodite" width="477" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Atena - Hera - Afrodite</p></div>
<p>- <em>A qual fazer-se a entrega do pomo?  Como decidir qual das três a mais bela?</em></p>
<p>Zeus se recusou a julgar um concurso de beleza entre sua esposa e duas de suas filhas.</p>
<p>Tornou-se necessário um outro juiz. </p>
<div id="attachment_563" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/judgmentofparisrubens.jpg"><img class="size-full wp-image-563" title="JudgmentOfParisRubens" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/judgmentofparisrubens.jpg?w=477&#038;h=353" alt="O julgamento de Páris - Rubens" width="477" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">O julgamento de Páris - Rubens</p></div>
<p>Hérmes convidou para juiz, o jovem Páris, que ainda era um pastor em Ida. </p>
<p>Cada uma das deusas prometeu a Páris uma grande recompensa, se fosse a escolhida.</p>
<p>Hera lhe ofereceu poder, Atena lhe ofereceu glória militar e sabedoria, e Afrodite lhe ofereceu como esposa, a mais bela mulher do mundo.</p>
<div id="attachment_564" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/judgmentofparis2rubens.jpg"><img class="size-full wp-image-564" title="JudgmentOfParis2Rubens" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/judgmentofparis2rubens.jpg?w=477&#038;h=242" alt="O julgamento de Páris - Rubens" width="477" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">O julgamento de Páris - Rubens</p></div>
<p>Páris olhou para as três divindades e entregou o pomo à Afrodite, a deusa da beleza.</p>
<p>Hera e Atena roeram-se por dentro, de inveja, e para se vingar do julgamento daquele juiz de Tróia, provocaram a guerra entre os gregos e os troianos, da qual Tróia saiu destruída.</p>
<div id="attachment_562" class="wp-caption aligncenter" style="width: 386px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/judgmentparis-dali.jpg"><img class="size-full wp-image-562" title="JudgmentParis dali" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/judgmentparis-dali.jpg?w=477" alt="O julgamento de Páris - Salvador Dali"   /></a><p class="wp-caption-text">O julgamento de Páris - Salvador Dali</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aguerradetroia.wordpress.com/557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aguerradetroia.wordpress.com/557/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=557&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Aquiles luta contra Memnon</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 19:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[b24.1.2- Aquiles luta contra Memnon]]></category>
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		<description><![CDATA[Mêmnon era um gigante negro, filho de Titono e Aurora. Ao saber que Príamo, irmão de seu pai, estava em apuros em sua Tróia sitiada, acorrera com todos os seus exércitos para ajudar a defender a cidade. - Meu filho Aquiles &#8211; dissera sua mãe, Tétis, ao saber da chegada do guerreiro. - Não lute [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=549&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/memnon.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-552" title="Memnon" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/memnon.jpg?w=235&#038;h=300" alt="Memnon" width="235" height="300" /></a>Mêmnon era um gigante negro, filho de Titono e Aurora. Ao saber que Príamo, irmão de seu pai, estava em apuros em sua Tróia sitiada, acorrera com todos os seus exércitos para ajudar a defender a cidade.</p>
<p>- <em>Meu filho Aquiles</em> &#8211; dissera sua mãe, Tétis, ao saber da chegada do guerreiro.</p>
<p><em>- Não lute contre este terrível inimigo, pois se o fizer, haverá de vencê-lo&#8230;</em></p>
<p><em>- E daí&#8230;? -</em> perguntara o herói aqueu.</p>
<p><em>- Qual mal haverá em vencê-lo?</em></p>
<p><em>- Você não me deixou terminar, adorado filho, está determinado pelos deuses que após matar Mêmnon será você o próximo a baixar às sombrias moradas de Hades.</em></p>
<p>Aquiles então decidiu combater em outra frente, a fim de evitar um confronto que, mesmo lhe sendo favorável, seria o primeiro passo para a sua própria morte. Porém se Aquiles tinha uma mãe previdente para velar por seus atos, o gigante etíope não lhe ficava atrás, pois sua mãe Aurora logo acorreu, também, ao campo de batalha, para lhe dar a alegre notícia.</p>
<p><em>- Nada tema, meu querido Mêmnon</em> &#8211; disse a deusa de róseos dedos.</p>
<p>- <em>Siga ceifando vidas à vontade, eis que o cruel Aquiles, em lhe matando, estará matando a si próprio!.</em></p>
<p>Mêmnon, com um sorriso que iluminou suas faces negras como o ébano, empunhou com mais vigor e gosto a sua lança banhada do sangue aqueu e retornou à luta, sem temr que a mão poderosa do invencível Aquiles se abatesse sobre ele.</p>
<p>Ora, entre os combatentes aqueus, havia um inexcedível valor: Antíloco, filho de Nestor, rei de Pilos, o mais velho dos gregos. Fora Antíloco quem levara Aquiles a notícia da morte de seu querido amigo Pátroclo, morto pela fúria do troiano Heitor. Desde então, tornara-se o amigo dileto do grande guerreiro.</p>
<p>Antíloco estava à frente das muralhas da sagrada Tróia, junto com seu pai Nestor, quando Mêmnon começou a destroçar os exércitos gregos.</p>
<p>- <em>Cuidado, meu pai!</em> &#8211; alartava Antíloco ao pai, por diversas vezes, ao perceber que este se expunha demais à lança inimiga.</p>
<p>O velho Nestor, apesar da idade, estava enfurecido pela maneira com que o gigante negro exterminava os gregos.</p>
<p>- <em>Ainda resta um pouco de força em meus velhos braços para afrontar este cão negro!</em> &#8211; bradou o velho Nestor, brandindo a custo a sua espada.</p>
<p>Mêmnon, arreganhando os dentes, investiu, então, contra o velho.</p>
<p>- <em>Grande glória caberá a mim por haver matado Nestor, o homem que já reina sobre a terceira geração de súditos!</em></p>
<p>Antíloco, vendo que a funesta mão da morte se aprestava a dar cabo da vida de seu pai, lançou-se entre o peito de Nestor e a lança que inevitavelmente o trespassaria.</p>
<p>- <em>Melhor assim!</em> &#8211; exclamou Mêmnon.</p>
<p>- <em>Terei a glória de matar, antes do pai, o próprio filho.</em></p>
<p>E empurrou com toda a força sua lança de cabo comprido no peito de Antíloco, após atravessar o escudo de três couros de boi superpostos e mais uma camada de duro bronze.</p>
<p>Antíloco caiu morto aos pés de Nestor, mas, graças aos seus homens, Nestor de alvas barbas foi salvo da mesma lança assassina que ceifara a vida de seu filho. Enquanto isso Aquiles, combatendo noutro lado, após matar muitos troianos, recebia finalmente a notícia da morte do amigo.</p>
<p>- <em>Mãe Tétis!</em> &#8211; bradou Aquiles, desvairado.</p>
<p><em>- Outra vez as Moiras decidem me submeter à dor! Depois de ter de suportar a perda de Pátroclo fiel, terei agora de suportar, também, a de Antíloco audaz?. </em></p>
<p>Tétis assustada, correu até o filho, pois pressentia o pior.</p>
<p><em>- Aquiles, não queira vingar a morte de seu amigo. </em></p>
<p>- <em>Lembre-se de minha advertência e suspenda o ódio que levanta agora a sua espada!.</em></p>
<p>Mas Aquiles estava, outra vez, tomado pela ira &#8211; e todos havia aprendido, desde a morte de Heitor, o quanto a sua ira, uma vez acesa, era cruel e implacável. Dirigindo seu carro para lá, chegou a tempo de presenciar encarniçada batalha.</p>
<p>- <em>Já vejo, por entre os reluzentes elmos de escuros penachos, um elmo ainda mais alto e brilhante que todos!</em> &#8211; gritou Aquiles a Automedonte, seu valoroso condutor.</p>
<p>- <em>Sim Aquiles, de pés ligeiros, é Mêmnon, o cruel carniceiro da nação dos etíopes quem lavra a morte em nossas fileiras</em> &#8211; disse Automedonte, com ódio a arder dentro de sua couraça.</p>
<p>Aquiles, desmontando o carro, fora apé com suas armas e seu escudo enfrentar, em combate singular, o terrivel sobrinho de Príamo, nutrido pelos deuses.</p>
<p>-<em> Ah</em> &#8211; bradou Mêmnon, erguendo a cabeça de elmo flamejante.</p>
<p>- <em>Eis que o filho de Tétis, criado entre virgens e delicadas moças, deixa finalmente o medo e vem me enfrentar!</em></p>
<p>Aquiles empunhando a lança, bradou também ao gigante:</p>
<p><em>- Funesto momento é este que se prepara para você, cão etíope, onde o seu sangue negro haverá de se misturar à sua pele escura! </em></p>
<p>E arremessou incontinenti a sua lança. Mas pela primeira vez Aquiles errou o seu arremesso &#8211; pois tinha pela frente desta vez, um inimigo verdadeiramente à sua altura.</p>
<p>- <em>Agora é a minha vez!</em> &#8211; disse Mêmnon, com um grito de triunfo.</p>
<p>Mêmnon arremessou a sua lança: o comprido dardo fendeu os ares, lançando ao ar um assobio assustador, indo atingir a mão direita de Aquiles. O aqueu, entretanto, que só era vulnerável no calcanhar, com a mesma mão sacou sua espada e desferiu um golpe terrível sobre o ombro do gigante negro, que deu um grande grito de dor.</p>
<p>Enquanto os dois guerreiros trocavam seus terríveis golpes, Tétis e Aurora, as mães dos dois, correram, aos prantos até os pés de Zeus, para implorar pela vida de seus respectivos filhos.</p>
<p>- <em>Pai supremo, que nutre os nervos e os ossos dos dois combatentes!</em> &#8211; disse Tétis.</p>
<div><em></em></div>
<p> </p>
<p><em></p>
<div id="attachment_554" class="wp-caption alignleft" style="width: 225px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/zeusandthetislosenko.jpg"><img class="size-medium wp-image-554" title="ZeusAndThetisLosenko" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/zeusandthetislosenko.jpg?w=215&#038;h=300" alt="Aurora pede a Zeus, por Memnon" width="215" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Aurora pede a Zeus, por Memnon</p></div>
<p>- Poupa a vida de meu Aquiles, eis que é o maior dos guerreiros que combatem diante destas malsinadas muralhas!</p>
<p> </p>
<p></em></p>
<p> - <em>Se é por isso,então que vença o meu amado Mêmnon, eis que ousa enfrentar o maior e mais capaz dos guerreiros!</em> &#8211; brada Aurora de róseos dedos.</p>
<p>Zeus então, tomando a balança, fez pesar o destino dos dois combatentes, e o peso de Mêmnon baixou mais que o de Aquiles.</p>
<p>- <em>As Moiras decidem que o fio da vida do sobrinho de Príamo deve ser rompido</em> &#8211; diz o deus supremo, comunicando o decreto irrevogável.</p>
<p>Nesse instante Aquiles vibrou um golpe com sua poderosa espada, lançando para os céus o gigantesco escudo de Mêmnon &#8211; tão grande que por um instante pareceu haver dois discos solares pairados no ar.</p>
<p>Depois, tendo à sua mercê o inimigo, largou fora a espada e, tomando da sua lança de freixo, herança de seu pai, Peleu, avançou para o gigante com destemor na alma. O gigante mesmo assim atrevido, expôs sua couraça aos temíveis golpes de Aquiles dizendo:</p>
<p>- <em>Escolha um lugar, mosquito arrogante, e ainda assim vibrará seu golpe em vão, pois que minha armadura é invulnerável como a sua, produto que é da arte consumada de Hefesto, deus das forjas!</em></p>
<p>Aquiles aproximou-se e, divisando uma fenda na parte inferior do queixo, desprotegida pelo capacete de negro penacho, empurrou, de baixo para cima, a sua lança de ponta brôncea e aguçada, a qual entrou pela boca adentro de Mêmnon, contando sua língua e indo além até abrir uma cratera em seu capacete, na parte de cima. Pedaços de miolos do gigante negro espirraram par ao alto e ele permaneceu em pé, apoiado à lança.</p>
<p>- <em>Agora cai, gigante, como cai o alto cedro!</em> &#8211; disse Aquies, retirando a arma.</p>
<p>O gitantesco Mêmnon caiu do alto, e sua armadura retiniu intensamente sobre o chão cobrindo-se de pó misturado com seu próprio sangue. A deusa dos dedos róseos lançou um grito estridente que atroou os céus: seu filho Mêmnon estava morto, enquanto sua alma, apesar de tudo coberta de glória, uma vez que o fazia pela mão de Aquiles, o maior dos guerreiros, baixava rapidamente ao Hades sombrio.</p>
<p>Mas antes que os gregos se apoderassem do corpo do audaz Mêmnon, Aurora correu até Tétis, mãe do vencedor Aquiles, e clamou:</p>
<p>- <em>Tétis, deusa e mãe como eu, provará em breve a mesma dor que agora provo; por isto peço que afaste seu irado filho do corpo do meu, que jaz ali abatido &#8211; ai, em quão miserável estado! &#8211; e que permita que o leve para sua terra, para que lá possa receber as lágrimas dos seus e gozar dos ritos fúnebres a que tem direito.</em></p>
<p>Tétis penalizada, concedeu, e assim, Aurora, de dedos tornados escarlates, tomou nos braços o corpo ensanguentado do filho para levá-lo até as margens do rio Esepo. Ali os seus súditos juntaram seus lamentos aos de toda a natureza, e desde aquele dia Aurora, inconsolável, derrama ao amanhecer as suas lágrimas copiosas conhecidas pelos humanos como orvalho, sobre os campos.</p>
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		<title>Aquiles luta contra Escamandro</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 18:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong>A Guerra de Tróia, travada pelos gregos para recuperar Helena de belos olhos das mãos de seus raptores, ainda ardia em seu furor.</p>
<p>O irado Aquiles já se reconciliara com o chefe da expedição grega, Agamenon, para quem perdera a posse de uma escrava, abastendo-se, em revanche de participar da maior parte da guerra. O herói estava de volta à luta, com todo o furor de sua alma. Como lobo ferido que, estando longo tempo retirado na floresta por não ter condições de perseguir e dilacerar com seus afiados dentes a presa ambicionada, retorna, enfim curado, com redobrada voracidade, assim era Aquiles, semelhante aos deuses, quando, empunhando sua lança e o escudo forjados por Hefesto, colocava outra vez seus pés de sólidas grevas sobre o campo de batalha.</p>
<p>- <em>Eia, gregos de longas cabeleiras!</em> &#8211; gritava o heróico filho de Tétis, a deusa dos pés argênteos.</p>
<p>- <em>Assolemos o inimigo até que, recuando às portas Céias, os obriguemos a nos dar entrada na sagrada cidade de Príamo, semelhante aos deuses!</em></p>
<p>Aquiles de pés velozes, louco de fúria por haver perdido seu fiel amigo Pátroclo, morto às mãos de Heitor de elmo reluzente, matava troianos sem fazer a conta. Seu carro, avançando com fragor, esmagava os corpos e escudos dos inimigos abatidos, de tal forma que o pêlo alvo dos seus cavalos estava agora todo tinto do sangue dos guerreiros mortos.</p>
<p><em>- Aqui, às margens do Escamandro, misturarei as suas águas cristalinas com o sangue torvo destes cães!</em> &#8211; bradava sempre.</p>
<p>De fato, cumpria o guerreiro grego regiamente o que dizia: após encurralar os troianos assustados até as margens do rio que nasce no monte Ida, começou a passá-los na sua comprida lança, assim, como fazem os pescadores quando os peixes em desova, na estação dos calores, abundam, atropelando-se uns aos outros osbre as margens espumosas dos férteis rios.</p>
<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/escamandro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-546" title="escamandro" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/escamandro.jpg?w=300&#038;h=235" alt="escamandro" width="300" height="235" /></a>As águas do torrentoso Escamandro absorviam o sangue que jorrava dos corpos ajuntados em seu leito, quando, de repente, do centro das águas escarlates e revoltas, ergueu-se aos poucos, bem em frente a Aquiles de insaciável lança, a cabeça e o corpo de um velho descabelado. Seu semblante era irado e suas vestes, antes alvas e orladas de franjas espumosas, agora estão tintas do sumo amargo das batalhas.</p>
<p><em>- Basta Aquiles!</em> &#8211; grita o velho e iracundo Escamandro.</p>
<p><em>- Vá saciar sua sede nas planícies, pois não posso mais beber o produto amardo da sua ira! </em></p>
<p><em>- Silencie suas queixas, portentoso rio que desce do elevado Ida!</em> &#8211; diz Aquiles de sólidas grevas, afrontando de spada erguida o próprio rio de sagradas águas.</p>
<p><em>- Minha vontade já decidiu que o curso de suas espumosas águas será interrompido até que os peixes que nelas sobrenadam tenham despido com as bocas toda a gordura que reveste os ossos desses inimigos! </em></p>
<p>Escamandro, rio irado, mergulha de volta às torvas águas. Dali a instantes um turbilhão furioso começa a sacudir o leito inteiro do rio, e ondas altas como aquelas que o proceloso mar ergue em dias de tempestade começam a sublevar-se também por todo o seu majestoso curso.</p>
<p>Assim como as águas dos rios nas épocas de cheia expulsam de si os corpos de animais mortos, tragados pela correnteza em sua inconsiderada sede, tal é o furor com que o Escamandro de revoltas águas lança para o alto os corpos dos troianos de fundas feridas, fazendo no ar um horrendo concerto de armaduras e escudos que se entrechocam.</p>
<p>- <em>Aquiles, semelhante aos deuses!</em> &#8211; Exclama o velho rio, cuja face engelhada e gigantesca surge misturada às revoltas águas.</p>
<p><em>- Sua sede de sangue ultrapassou todos os limites e agora infringe também os sagrados limites do temor aos deuses. Por isto, farei desabar, agora, sobre você, a força de meus milhares de braços embebidos pela ira!.</em></p>
<p>Uma tremenda cortina de ondas espumosas envolve, então, o valoroso filho de Tétis, fazendo com que desapareça diante de seus olhos a luz que o carro do sol ainda esparge generosamente por todo o azulado empíreo. Assim como o caminhante descuidado, que se metendo por ravinas pouco conhecidas mete o pé por tudo, de maneira inconsiderada, indo acabar por cair ao profundo fosso, cercado pelas paredes úmidas e impossíveis de serem escaladas, assim Aquiles de grande cabeleira vê-se cercado pela parede sólida das águas do irado Escamandro.</p>
<p><em>- Rio divino, por que se mete em um assunto que não lhe diz respeito?</em> &#8211; brada Aquiles, de espada luzente ao punho.</p>
<p>Mas Escamandro de cenho franzido não se digna mais em responder e faz desabar sobre o herói, filho de Peleu, todo o fragor de suas águas. Aquiles de pés velozes, dando um salto, põe-se então a correr, após furar a cortina d&#8217;água com um golpe furibundo de sua cortante espada.</p>
<p>O rio, afrontado ainda mais por este golpe que uma mão mortal ouse lhe desferir, convoca todas as suas águas para que, deixando o leito onde até então descansavam mornamente, se ergam com uma só corrente para esmagar o agressor de longas cabeleiras. Aquiles de pés velozes faz então valer a sua alcunha: virando o escudo para as costas, corre com quantas pernas tenha para longe das ameaçadoras águas.</p>
<p>Uma onda gigantesca, com o formato de um poderoso braço, ameaça abater-se sobre o escudo que Aquiles de sólidas grevas traz preso às costas.</p>
<p>- <em>Por mais que corra, bravo Aquiles, não poderá fugir ao meu fero braço, que só busca vingar a torva ofensa que fez aos deuses!</em> &#8211; ruge o proceloso e irado rio.</p>
<p><em>- Mesmo que seus pés ligeiros tentem levar-lhe adiante, com este imenso escudo preso às costas você parecerá sempre, diante de minha rapidez, como o lerdo animal de que a ira de Hera soberana se serviu para castigar Quelone, a preguiçosa ninfa!</em></p>
<p>Assim como braço do gigante aborrecido serve para espantar a pequena e frágil mosca que teima em lhe perturbar o sono, assim o braço líquido do Escamandro, de forte corrente, abate-se sobre o audaz guerreiro.</p>
<p>Aquiles de longas cabeleiras é lançado longe, mas ainda tem vigor bastante nos pulsos para agarrar-se ao robusto galho do olmo alto e frondoso que está à sua frente. Mas nem as sólidas raízes da portentosa árvore, metidas nas profundezas da terra dura, são fortes o bastante para parar o curso impetuoso das águas do encolerizado rio, que leva adiante a árvore, as raízes e o guerreiro valoroso, que em um de seus galhos segue preso, a mal de sua sina.</p>
<p>Então, estirando os braços de sólida musculatura, Aquiles, filho de Peleu, lança-se com um grito de guerra ao peito portentoso do Escamandro irado, bracejando em suas águas temperadas pelo sangue dos troianos de sólidas armaduras. Após travar rude combate, num corpo a corpo viril com o próprio rio, alcança com seus pés cansados a planície, que agora serve de margem às águas expandidas do revoltoso escamandro.</p>
<p>- <em>É debalde, Aquiles semelhante aos deuses, que procura a planície ou outra elevação qualquer para escapar à minha ira</em> &#8211; diz o rio, insaciável de furor, pois onde as pegadas fundas de seus velozes, porém já cansados pés, pisarem, em seguida as farei apagar como curso furibundo de minhas niveladoras águas. Neste momento, Aquiles, apoiando-se a um rochedo, ergue os olhos até a morada de Zeus celestial e clama, assim, em sua voz:</p>
<p><em>- Pai dos deuses, por que permite que a fúria de um deus menor se sobreponha ao seu poder infinitamente maior?</em> <em>Por que consente que o filho da sua querida Tétis, esposa de meu pai Peleu, passe pela vergonha de ter de morrer afogado como um reles pastor, que tomando pé errado afunda sobre as águas de um córrego raso e acaba por entregar ao Hades sombrio, de maneira esquecida e vexatória, a sua alma reles? Quer dar, então, este mesmo lastimoso fim ao rompedor das muralhas de escudos troianos de sangue audaz erguem todo dia à sua frente, e que os rompe com o poder de sua incansável lança?</em></p>
<p>Enquanto diz tal, os joelhos de Aquiles avançam a custo sobre a água, que já lhe sobe pelas fortes grevas. Os corpos e armaduras dos troianos mortas batem a todo instante em seus desprotegidos flancos, magoando-os. E assim como os astros brilhantes rodopiam sobre o éter, despedindo sua fulva luz, assim os escudos dos vencidos, brilhando e rodopiando ao sabor das ondas, parecem pequenos sóis a girar seus curso errante sobre a planície inundada.</p>
<p>Quando Aquiles já está prestes a ser engolido em definitivo pela imensa boca do Escamandro, cujos dentes são os vorazes peixes que degustam a carne apodrecida dos guerreiros mortos, eis que Hera, esposa de Zeus, surge ao lado do pai dos deuses.</p>
<p>- <em>Basta, meu tresloucado esposo!</em> &#8211; grita a deusa de olhos brilhantes.</p>
<p>E dando-lhe as costas vai buscar seu filho coxo, Hefesto, artificioso deus.</p>
<p>- <em>Vai, filho e artífice soberano!</em> &#8211; diz Hera, de altivo ar.</p>
<p>- <em>Liberta, desde já sobre o tormentoso rio, o fogo inteiro de suas forjas, até que Escamandro, engolfado pela ira, veja-se obrigado a refluir as águas aos seus antigos e prescritos limites.</em></p>
<p>Hefesto, do portentoso fogo, sobe então de suas escuras furnas e empunhando seus foles vigorosos faz surgir rios de fogo e pez, que lança incontinenti sobre as águas do revoltoso Escamandro. As águas do rio, iradas, erguem-se como colunas prateadas e avançam para fazer frente às labaredas que avançam, também, em ordenada fila.</p>
<p><em>- Escamandro, deus decrépito, pretende fazer frente, então, ao fogo insaciável de meus foles?</em> &#8211; brada Hefesto, sacando de sua portentosa aljava os raios que os ciclopes forjaram a noite inteira, em suas escuras e fuliginosas furnas.</p>
<p>O choque dos dois exércitos, do fogo que escalda e da água que enregela, abala o céu e a terra. E assim como aves, postadas em alegre cantoria durante o dia inteiro, suspendem suas vozes, voltando suas cabeças para o horizonte de onde rola o trovão furibundo que prenuncia a faiscante tempestade, assim, detro e fora das muralhas da cidadela disputada cessam os gritos de ira e de dor, para que aques e troianos unam seus olhares atemorizados para o terrível fragor de armas que se fer quase ao lado.</p>
<p>O fogo tremendo de Hefesto artificioso calcina toda a planície, depois de haver secado as águas invasoras que a afogavam, queimando e consumindo as carnes, os ossos e mesmo as armaduras e escudos que ali jaziam abandonados.</p>
<p>As águas do impetuoso Escamandro agora chiam, lançando para os céus uma gigantesca nuvem de vapor, enquanto os peixes, que nele fazem sua morada, sobem mortos aos milhares, cozidos a ponto de romperem-se suas peles, flutuando sobre a linha d&#8217;água com oum manto ondulante e cintilante de escamas.</p>
<p>A figura do velho Escamandro rompe, finalmente, a superfície das suas próprias águas, sem poder mais nelas se ocultar. E assim com o mergulhador, que após percorrer as profundezas do rio consumiu gota a gota o último alento dos pulmões, tal é o estado que o Escamandro apresenta quando póe para fora da água a sua cabeça de longas, úmidas e prateadas cãs.</p>
<p>- <em>Hefesto, artífice supremo!</em> &#8211; clama Escamandro, de faces afogueadas que refulgem como o pomo avermelhado das macieiras, quando o sol nelas incidiu o dia inteiro.</p>
<p><em>- Cessa a ira de suas forjas, eis que minhas águas não são fortes o bastante para deter o fragor insaciável das línguas de fogo que você expele com tanto ímpeto!</em></p>
<p>Escamandro, como quem ferve e referve dentro de um caldeirão, abrasado de maneira incessante pelo basto lenho incendiado que arde em sua base, sente que suas forças o abandonaram, e antes que cesse toda a vida de suas águas pde trégua ao inimigo, que não cessa nunca de cuspir mais e mais o produto ígneo de suas forjas.</p>
<p><em>Hefesto, filho amado</em> &#8211; diz finalmente Hera, a deusa de olhos brilhantes.</p>
<p><em>- Que as palavras de clemência de um velho e vencido rio bastem para acalmar a sua ira.</em></p>
<p>O deus Artífice, no entanto, ainda esparge por todo o leito do rio o conteúdo flamejante de seus foles. Hefesto brande os seus pesados foles até que nem mais uma única faísca reste dentro deles.</p>
<p>Enquanto isso, na planície, Aquiles empunha novamente a sua lança e com um berro descomunal já arremete outra vez contra os troianos, os quais,diante do avanço inexorável do mais terrível dos aqueus, se precipitam e atropelam, com todo o vigor de seus pés e joelhos, em direção às muralhas seguras de Tróia, mãe-pátria protetora.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aguerradetroia.wordpress.com/542/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aguerradetroia.wordpress.com/542/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=542&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Aquiles</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 21:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aquiles era filho de Peleu e da ninfa Tétis. Ainda bebê, o pequeno herói fora levado pela mãe, ao rio Estige, onde a filha de Nereu pretendia mergulhá-lo em suas águas miraculosas, pois dizia-se que elas tinham o poder de tornar invulnerável todo aquele que nelas se banhasse. Estige, vale dizer, era uma poderosa ninfa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=525&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/thetisdaumier.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-530" title="ThetisDaumier" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/thetisdaumier.jpg?w=146&#038;h=150" alt="ThetisDaumier" width="146" height="150" /></a>Aquiles era filho de Peleu e da ninfa Tétis.</p>
<p>Ainda bebê, o pequeno herói fora levado pela mãe, ao rio Estige, onde a filha de Nereu pretendia mergulhá-lo em suas águas miraculosas, pois dizia-se que elas tinham o poder de tornar invulnerável todo aquele que nelas se banhasse.</p>
<p>Estige, vale dizer, era uma poderosa ninfa que ajudara Zeus na guerra contra os Titãs, a primeira guerra que o Universo conheceu. Por isto, fora recompensada com uma fonte da Arcádia, de águas sombrias e de longo curso que entravam terra adentro, desaguando nos submundos infernais.</p>
<p><em>- Estige, rio de águas mágicas e misteriosas!,</em> dissera Tétis, enquanto mantinha o filho pendurado pelo pé sobre aquelas revoltosas águas.</p>
<p><em>- Invoco agora o seu poder sagrado para que torne meu pequeno Aquiles forte e invulnerável durante todos os dias de sua vida!</em></p>
<p>Tétis, a ninfa dos pés de prata, relutara muito antes de tomar esta atitude, mesmo naquele momento, enquanto segurava o pé de seu filho com toda a força e escutava o ruído intenso da correnteza naquele cenário escuro e desolado, tinha dúvidas sobre se estava fazendo a coisa certa.</p>
<p> Mas, desde o parto, a ninfa fora tomada por um sombrio pressentimento: o de que seu filho teria uma vida demasiado curta.</p>
<p><em>- É meu dever fazer de tudo para protegê-lo,</em> disse ela, afinal, como que a justificar-se perante o rio que turbilhonava à sua frente.</p>
<p>O calcanhar, contudo, por um descuido da ninfa, permaneceu seco, e um dia tanto ela quanto seu filho descobririam o preço de tão grave descuido.</p>
<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilleschironschick.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-532" title="AchillesChironSchick" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achilleschironschick.jpg?w=300&#038;h=222" alt="AchillesChironSchick" width="300" height="222" /></a>Tão logo o pequeno Aquiles sofreu este batismo, foi entregue aos cuidados do centauro Quiron, que fora o preceptor de muitos outros heróis, tais como Hércules, Jasão e até o deus Apolo, e passou a ser alimentado com uma dieta rica em miolos de feras: de leão, para adquirir coragem, de urso, para ganhar força, e de gazela, para tornar-se veloz.</p>
<p>Quando o jovem Aquiles compeltou nove anos, sendo, a essa altura, quase um homem, tanto no porte quanto na virilidade, sua mãe, Tétis, decidiu levá-lo para uma consulta com o adivinho Calcas.</p>
<p>- <em>Preciso saber o que o destino reserva para ele</em>, disse a mãe ao adivinho, pois ainda permanecia inquieta com o futuro do seu filho.</p>
<p>O sábio Calcas, após consultar seus argúrios, declarou, finalmente:</p>
<p><em>- Tróia poderosa jamais será conquistada sem o valor do seu braço. </em></p>
<p>Mas, completara a previsão com outra, agora funesta:</p>
<p><em>- Seus pés, contudo, jamais pisarão o chão da cidade sagrada, eis que antes disso baixará à casa de Hades.</em></p>
<p>Desde aquele instante então, Tétis concebeu um plano:</p>
<p><em>- Se o destino de Aquiles está em perecer diante das muralhas de Tróia,</em> pensou a ninfa.</p>
<p><em>- Então a sua salvação estará em jamais participar de tal campanha. </em></p>
<p>Aquiles está agora com dezessete anos de Idade.</p>
<p>O jovem já retornou à casa de seu pai, Peleu, e graças à sua precoce vocação para as armas é comandante do poderoso exército dos mirmidões, povo de bravos guerreiros oriundos da Tessália.</p>
<p>Há um grande burburinho e alvoroço em toda a corte.</p>
<p>As notícias desencontradas fervem por todos os recantos, indo desaguar no seu escoadouro natural: o palácio real, onde reinam os soberanos Peleu e Tétis.</p>
<p>- <em>A notícia parece ser mesmo verdadeira,</em> diz Peleu à sua apreensiva esposa.</p>
<p>- <em>O troiano Páris, infringindo todas as regras da hospitalidade aquéia, raptou Helena, esposa de Menelau, em sua própria pátria!.</em></p>
<p>O jovem Aquiles, um pouco afastado, mantém seus ouvidos atentos.</p>
<p>As últimas notícias, dão conta de que todo o reino de Argos já está em pé de guerra, e que as tropas comandadas por Agamenon, irmão do ultrajado Menelau, estão prestes a partir para Áulis, onde os côncavos navios já as aguardam.</p>
<p>Tétis, desorientada, põe-se em pé.</p>
<p>- <em>Mas por que tanto alvoroço em nosso reino?,</em> exclama a rainha.</p>
<p><em>- Que parte devemos tomar nisto tudo, afinal? </em></p>
<p>- <em>Já lhe expliquei mil vezes, Tétis, que há um pacto entre os diversos povos Aqueus,</em> replica Peleu, adivinhando a apreensão da esposa.</p>
<p><em>- Desde que Helena dos belos olhos fora indicada para ser esposa de Menelau, todos os demais pretendentes ficaram obrigados a defender a sua honra, em qualquer circunstância.</em></p>
<p>- <em>Então, sem dúvida, chegou esta circunstância!,</em> bradou Aquiles, como quem está pronto para embarcar.</p>
<p>- <em>Calado menino!,</em> gritou Tétis, que ainda não conseguia enxergar no jovem um homem pronto para as batalhas e para a própria morte.</p>
<p>Peleu fez um sinal ao filho para que se calasse, enquanto Tétis, com os olhos rasos de água, correu para os seus aposentos.</p>
<p>- <em>Zeus poderoso!,</em> clamou ela, de mãos postas, ao chegar lá.</p>
<p><em>- Faça com que meu querido Aquiles desista de participar desta funesta guerra. </em></p>
<p>Mas a ninfa confiava ainda mais em sua argumentação; por isto mandou chamar, imediatamente, o filho ao seu quarto.</p>
<p><em>- Aquiles, é preciso que você saiba que há algo muito terrível ligado a esta guerra,</em> disse Tétis, violentando-se para revelar algo que ocultara do filho a vida inteira.</p>
<p>- <em>Não estou entendendo</em>, responde o jovem.</p>
<p><em>- Aquiles, se você for para Tróia, morrerá muito, muito cedo!</em></p>
<p>O jovem ficou pasmo, e seus lábios tremeram levemente quando falou:</p>
<p><em>- Quem lhe disse essa bobagem?</em></p>
<p>- <em>Calcas,o adivinho,</em> respondeu Tétis, com firmeza.</p>
<p><em>- Você era muito pequeno e não podia entender. Mas agora chegou a hora de saber e de fugir ao seu destino.</em></p>
<p>Aquiles ficou abalado, pois sabia que os oráculos de Calcas eram infalíveis, e, apesar de valente e destemido, não tinha vontade alguma de morrer tão cedo.</p>
<p><em>- E o que a minha mãe sugere que eu faça para escapar de tão negro destino? </em></p>
<p>- <em>Vou levá-lo, já, para a ilha de Ciros,</em> disse Tétis, como quem já soubesse, há muito, o que fazer.</p>
<p><em>- Já preveni, anteriormente, o rei Licomedes, de que você irá se esconder em sua corte por algum tempo, até que esta guerra funesta se acabe.</em></p>
<p>Aquiles sentiu triunfar em si a vontade da vida, que era ainda mais forte do que o desejo de guerrear.</p>
<p>Afinal, jovem como era, ainda teria muito tempo para provar o amargo, ainda que vibrante, sabor das batalhas.</p>
<p>Na noite seguinte, Tétis levou o filho até o ancoradouro.</p>
<p>Aquiles, no último grau do enrubescimento, ia vestido de&#8230; <em>mulher!</em></p>
<p>Sim, só havia um jeito de impedir que ele acabasse reconhecido em uma corte imensa como a de Ciros: introduzindo-o no harém do próprio rei.</p>
<p><em>- Mãe, isto é uma humilhação, uma infâmia</em>, disse o jovem, momentos antes de embarcar.</p>
<p><em>- Ninguém jamais saberá de nada, eu prometo!,</em> respondeu a mãe, ajeitando o laço que prendia o delicado peplo ao ombro do rapaz.</p>
<p><em>- Ali você viverá cercado pelas mais belas mulheres de toda a Grécia.  Que mais pode querer a sua virilidade? Mas atenção: não permita jamais que o desejo por uma delas o faça revelar a sua real identidade, pois então estará perdido e o seu destino acabará sendo aquele que o velho Calcas vaticinou, o de perecer diante das muralhas da pérfida Tróia. </em></p>
<p style="text-align:center;">Aquiles, em seus trajes de mulher, partiu naquela mesma noite para Ciros e, depois de vários dias de viagem, chegou, finalmente, à corte do rei Licomedes.</p>
<p><em>-</em><em> Pirra, o que você tem, que parece tão aborrecida? </em></p>
<p>Deidâmia, filha de Licomedes, rei de Ciros, entrara nos aposentos onde estavam instaladas as mulheres e concubinas do seu poderoso pai.</p>
<p>Aquiles estava deitado sobre um pequeno leito; suas vestes, um pouco arrepanhadas, deixavam entrever um pedaço de sua perna direita, lisa e suavemente torneada.</p>
<p>Os longos cabelos cor de fogo, que ele usava antes de ali chegar, haviam crescido ainda mais. Sua pele, após longos anos sendo tratada pelas essências mais suaves e balsamizantes, adquirira um tom claro e uma textura que fazia lembrar a do mais tenro pêssego da Arábia. Seus lábios, um pouco abertos, estavam mais rubros que o normal.</p>
<p><em>- Pirra, você está dormindo?,</em> insistiu a bela Deidâmia, preocupada com sua melhor amiga, a bela Pirra dos rubros cabelos.</p>
<p>A filha do rei, como de resto ninguém, além do próprio Licomedes, não sabia ainda que a jovem Pirra, na verdade, era o jovem Aquiles, filho do valoroso Peleu.</p>
<p>Mas por um instinto mais forte que tudo, Deidâmia sentia que a cada dia uma ligação cada vez mais forte a reunia àquela bela e estranha moça.</p>
<p>A princesa acariciou os cabelos rubros de Pirra.</p>
<p>Aquiles-Pirra, voltando o rosto em outra direção, preferia não encarar a companheira.</p>
<p>Também ele, a cada dia que passava, sentia-se mais e mais atraído pela suavíssima Deidâmia.</p>
<p><em>- Você está brava comigo?,</em> perguntou a filha do rei.</p>
<p>Pirra levantou-se e foi procurar refúgio em outro canto da peça, numa cadeira comprida de espaldar.</p>
<p>Deidâmia, aflita, correu atrás da amiga.</p>
<p><em>- Pirra, não fuja de mim sua tola!,</em> disse a jovem, enchendo a boca e o rosto da companheira com seus beijos.</p>
<p>Pirra colocou sua mão entre os lábios de Deidâmia e os seus próprios.</p>
<p><em>- Deidâmia, devemos evitar certos&#8230; certos contatos</em>, disse Pirra.</p>
<p><em>- O que foi, por quê&#8230;?,</em> disse Deidâmia, fazendo-se rubra como os cabelos da amiga.</p>
<p><em>- Minhas carícias a aborrecem?</em></p>
<p><em>- Bem, não é isto</em>, disse Pirra, tentando não ofendê-la.</p>
<p><em>- Meu hálito esta ruim?,</em> disse Deidâmia, brincando e assoprando no rosto da amiga o puro ar que saía de sua boca, perfumado pelas mais delicadas folhas aromáticas.</p>
<p>Mas a própria Deidâmia, apesar de tentar levar a coisa na brincadeira, sentia também que a afeição que ligava as duas amigas há muito transcedera o nível da simples amizada.</p>
<p>De repente fez-se séria e resolveu, também, dar vazão às suas dúvidas.</p>
<p><em>- Pirra&#8230; Pirra&#8230; O que está acontencendo conosco, minha querida?,</em> perguntou Deidâmia, de olhos assustados.</p>
<p>Era uma situação absolutamente nova e imprevisível aquela que aos poucos ia tomando corpo diante de si.</p>
<p><em>- Já tinha ouvido falar de coisas, assim, sabe&#8230; as histórias que contam sobre a ilha de Lesbos&#8230; e das coisas que se passam lá&#8230;</em></p>
<p><em>- Do que você está falando</em>?, perguntou Pirra, voltando a cabeça.</p>
<p><em>- Sim, falo de afeições estranhas&#8230; entre amigas&#8230; você me entende?</em></p>
<p>Aquiles novamente, sentiu um ímpeto de tomar a bela Deidâmia em seus braços e esclarecer logo aquela torturante dúvida.</p>
<p>- <em>Não, não há nada estranho,</em> tentou consertar Pirra, a falsa donzela.</p>
<p><em>- Há sim, há sim,</em> disse Deidâmia, cobrindo o rosto com as mãos.</p>
<p><em>- Não podemos mais fingir, Pirra querida&#8230; Oh, Afrodite suprema, como meu pai iria encarar este absurdo? Mas eu não posso mais esconder o que sinto, não posso!</em></p>
<p>Deidâmia havia tomado a cabeça da amiga e acariciava o seu rosto, sem saber que percorria com seus suaves dedos os traços do rosto de Aquiles.</p>
<p>O jovem, então, não podendo mais suportar um desejo que reprimia há anos, tomou Deidâmia em seus braços e começou a beijá-la fervorosamente, no rosto, nos lábios, nos braços e no alvo colo.</p>
<p>- <em>Pirra&#8230; Não, não Pirra!,</em> dizia Deidâmia, tentando esquivar-se da boca insaciável da amiga, sentindo ao mesmo tempo uma ternura e um desejo imensos de retribuir aquelas carícias proibidas.</p>
<p>Pirra começou a despir as vestes de Deidâmia, enquanto esta, assustada, sentia pela primeira vez a força insuspeitada dos braços do futuro guerreiro.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a filha do rei, não podendo mais resistir às carícias irrefreáveis da amiga, entregara-se àquele decreto das Parcas, ao mesmo tempo sinistro e delicioso.</p>
<p>Suas mãos rasgaram, também, as vestes de Pirra dos rubros cabelos, mas ao perceber que a amiga nada tinha sobre o peito liso, estranhou.</p>
<p><em>- Sempre me pareceu&#8230;oh!&#8230; que minha adorada Pirra&#8230; tivesse pouca abundância de seios&#8230;</em>, pensava ela, de maneira entrecortada, entre os ardores que Eros lhe inspirava.</p>
<p><em>- Mas o que vejo agora&#8230; é que nada tem&#8230; como pode ser isto&#8230;?</em></p>
<p>Aquiles, entretando, retomando seus gestos masculinos, que sempre haviam guardados dentro de si, proseguia, com fúria, no resgate de sua virilidade há tanto tempo afrontada.</p>
<p>Assim estiveram, nus e se amando, até que Deidâmia teve a prova definitiva que desfez todas as suas culpas e tormentos.</p>
<p><em>- Pirra, querida&#8230; oh, você é um homem!</em></p>
<p>Aquiles ergueu-se, sorrindo, e ficou parado diante dela: seu orgulho viril estava, outra vez, estampado em seu rosto.</p>
<p>Ulisses e Diomedes chegaram à corte de Licomedes numa manhã clara e ensolarada.</p>
<p>Exautos da viagem, ainda assim acorreram logo aos salões do rei de Ciros.</p>
<p>Ali, em entrevista franca com o soberano, instaram com ele para que lhes revelasse o paradeiro de Aquiles, mas Licomedes, temeroso de faltar com a palavra dada a Tétis, e mais ainda da reação do jovem filho desta, preferiu ocultar o que sabia.</p>
<p>Diomedes, tomando-se de cólera, tentou obrigar o rei a dizer a verdade, e já ia sacando sua espada quando Ulisses travou o seu braço.</p>
<p><em>Calma, Diomedes!,</em> disse o astuto filho de Sísifo.</p>
<p><em>- Daremos um jeito de descobrir onde Aquiles se esconde; ao menos isto a hospitaleira generosidade de Licomedes não haverá de nos nega, não é? </em></p>
<p>O rei não teve outro jeito senão permitir que ficassem em seu reino e procurassem o jovem o quanto quisessem.</p>
<p>Não sabendo do segredo maior, jamais iriam achá-lo, pensava ele:</p>
<p>- <em>Aquiles, em tudo, é uma perfeita mulher&#8230; Não lhe tem faltado, na verdade, nem alguns pretendentes&#8230;,</em> pensou, com um sorriso divertido.</p>
<p>Aquiles, na verdade, já era pai de um garoto chamado Neoptolemo, filho de seus amores com a filha de Licomedes.</p>
<p>Deidâmia fora afastada do convívio do amante após a descoberta de seu relacionamento e desde então vivia retirada com o filho numa casa afastada, no campo.</p>
<p>Ulisses e Diomedes andaram por tudo na grande cidade de Licomedes.</p>
<p>Entretanto, por mais que pesquisassem e indagassem, andando pelos locais frequentados pelos homens, não acharam nem sinal do jovem Aquiles.</p>
<p><em>- Estará no campo?</em> &#8211; disse Diomedes, imaginando o quanto teriam de andar para descobrir o esconderijo do filho de Peleu. Mas o astuto Ulisses não respondeu à sugestão do companheiro; após observar um grupo de mulheres indo em direção ao palácio, seus olhos se iluminaram.</p>
<p><em>- Voltemos imediatamento ao palácio</em> &#8211; disse, ele dando as costas ao surpreso Diomedes. Ao chegar ao palário real. Ulisses reuniu-se com alguns de seus homens e mais tarde comunicou ao rei que tinha alguns presents para dar às mulheres da casa.</p>
<p>- <em>Pirra vamos</em>, disse uma das suas amigas, quase histérica.</p>
<p>- Os belos estrangeiros vão distribuir presentes para nós todas. Aquiles, que ainda permanecia com suas vestes femininas, acorreu junto com as amigas para ver o que estava acontecendo. Ao chegar ao grande salão, descobriu ao centro um grande tapete estendido repleto de roupas e jóias.</p>
<p>As jovens lançavam-se sobre os presentes como as pombas sobre o milho em um dia ensolarado. Gritos de alegria se misturavam a gritos de rancor, produto das amargas disputas pelas melhores peças.</p>
<p>- <em>Vamos Pirra, escolha logo algo para você!</em> &#8211; disse-lhe a amiga, impaciente.</p>
<p>Mas o jovem Aquiles não podia mais fingir interesse por nada daquilo que se esparramava à sua frente: vestidos, braceletes, brincos, colares &#8211; tudo isto lhe provocava uma repulsa cada vez maior desde que exercitara pela primera vez a sua virilidade com a bela Deidâmia.</p>
<div id="attachment_535" class="wp-caption aligncenter" style="width: 486px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achillesbray.jpg"><img class="size-full wp-image-535" title="AchillesBray" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achillesbray.jpg?w=477" alt="Aquiles no harém de Licomedes, examinando as mercadorias "   /></a><p class="wp-caption-text">Aquiles no harém de Licomedes, examinando as mercadorias </p></div>
<p>De repente, porém, Aquiles teve a sua atenção despertada por um brilho verdadeiro que viu faiscar em meio às dobras do grande tapete. Uma magnífica espada prateada dentro da sua bainha, lavrada com finos engastes, surgira em meio aos trapos e quinquilharias! Ao seu lado estava um belo escudo dourado, de cinco espessas camadas &#8211; as três primeiras de couro de boi, sobrepostas por uma de bronze e por cima de todas uma última, reforçada, de ouro &#8211; com sua correia de prata presa no interior.</p>
<div id="attachment_537" class="wp-caption aligncenter" style="width: 486px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achillesboeckhorst.jpg"><img class="size-full wp-image-537" title="AchillesBoeckhorst" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achillesboeckhorst.jpg?w=477" alt="Aquiles se interessa pelas armas"   /></a><p class="wp-caption-text">Aquiles se interessa pelas armas</p></div>
<p>Aquiles, fascinado, viu surgir aos poucos o grande escudo, como um maravilhoso e redondo disco solar, enquanto as tolas moças retiravam rapidamente de cima dele os odiosos trapos e bijuterias. Como se isto não bastasse, ainda podia-se perceber magnificamente gravada sobre a faiscante face do escudo a cena de uma grande batalha: Zeus, montado em seu carro, abatendo os gigantes de longas caudas serpenteantes.</p>
<p>Mas isto não era tudo: além do escudo e da espada, ainda havia uma couraça azul-ferrete &#8211; que, sob a ação da luz, ora tomava um aspecto completamente negro, ora se anilava num azul escuro intensamente luminoso &#8211; e um elmo prateado de estonteante beleza, que se ajustava perfeitamente às têmporas com duas douradas saliências laterais, encimado pelo penacho mais negro e mais sedoso já visto por um olho humano.</p>
<div id="attachment_539" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achillesrubens1.jpg"><img class="size-full wp-image-539" title="AchillesRubens" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/achillesrubens1.jpg?w=477&#038;h=352" alt="Aquiles entre as mulheres - Rubens" width="477" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">Aquiles entre as mulheres - Rubens</p></div>
<p>Aquiles teria ficado o dia inteiro ali, paralisado diante das armas nuas, se Ulisses &#8211; o homem das mil astúcias &#8211; não tivesse engenhado um último estratagema. Pois dali a pouco alguns homens seus do lado de fora do palácio começarama bater espadas e escudos e a dar grandes brados de guerra:</p>
<p>- <em>Às armas, valorosos guerreiros!</em> &#8211; diziam as vozes, altaneiras.</p>
<p><em>- Às armas, que o palácio inteiro está sob o ataque de cruéis invasores!</em></p>
<p>Aquiles, como quem desperta de um sonho, avançou para as armas e, após envergar a couraça e tomar a espada, correu em direção à porta do palácio.</p>
<p>- <em>É ele, Ulisses, veja!</em> &#8211; bradou Diomedes, tomando o braço do amigo. Ulisses, contudo permanecia parado, com um sorriso tão satisfeito que nem mesmo suas barbas hirsutas podiam ocultá-lo. Aquiles, aliviado, embarcou no mesmo dia para Argos. Ia ao encontro do destino irrevogável que as Moiras sinistras desde sempre lhe haviam prescrito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aguerradetroia.wordpress.com/525/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aguerradetroia.wordpress.com/525/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=525&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">ThetisDaumier</media:title>
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		<title>A GUERRA DE TRÓIA</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 19:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[b24- A GUERRA DE TRÓIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Os heróis Todas as culturas primitivas e modernas tiveram e têm seus heróis, mas foi particularmente na Hélade, que a estrutura e as funções do herói ficaram bem definidos.  E, apenas na Grécia os heróis desfrutaram um prestígio religioso considerável, alimentaram a imaginação e a reflexão, suscitaram a criatividade literária e artística. Via de regra, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=522&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os heróis</strong></p>
<p>Todas as culturas primitivas e modernas tiveram e têm seus heróis, mas foi particularmente na Hélade, que a estrutura e as funções do herói ficaram bem definidos.  E, apenas na Grécia os heróis desfrutaram um prestígio religioso considerável, alimentaram a imaginação e a reflexão, suscitaram a criatividade literária e artística.</p>
<p>Via de regra, os heróis têm um <em>nascimento complicado,</em> como Perseu, Teseu, Hercules, e descendem de um deus com uma simples mortal.</p>
<p>De qualquer forma, exatamente por ser um herói, a criança já vem ao mundo com duas virtudes inerentes à sua condição e natureza: a honorabilidade pessoal e a excelencia, a superioridade em relação aos outros mortais, o que o predispõe a gestos gloriosos, desde a mais tenra infância ou tão logo atinja a puberdade.</p>
<p>Dado importante, para que o herói inicie seu itinerário de conquistas e vitórias, é a educação que o mesmo recebe, o que significa que o futuro benfeitor da humanidade vai desprender-se das garras paternas e ausentar-se do lar, por um período mais ou menos longo, em busca de sua formação iniciática. A partida, a educação e, posteriormente, o regresso representam, o percurso comum da aventura mitológica do herói, sintetizada na fórmula dos ritos de iniciação <em>separação-iniciação-retorno</em>, partes integrantes e inseparáveis de um mesmo e único mitol.</p>
<p>Separando-se dos seus e, após longos rios iniciáticos, o herói inicia suas aventuras, a partir de proezas comuns num mundo de todos os dias, até chegar a uma região de pródígios sobrenaturais, onde se defronta com forças fabulosas e acaba por conseguir um triunfo decisivo. Ao regressar de suas misteriosas façanhas, ao completar sua aventura, o herói acumulou energias suficientes para ajudar a outorgar dádivas inesquecíveis a seus irmãos.</p>
<p>Vários foram os mestres dos heróis, mas o educador-modelo foi o pacífico Quiron, o mais justo dos centauros, na expressão de Homero. Muitos heróis passaram por suas mãos sábias, na célebre gruta em que residia no monte Pélion: Peleu, Aquiles, Jasão&#8230;  Quiron era antes do mais, um médico famoso, onde seu saber enciclopédico fazia do educador de Aquiles um mestre na arte das disputas atléticas e, talvez, praticasse e ensinasse ainda a arte divinatória<em>.</em></p>
<p>O herói é, em princípio, uma idealização e para o homem grego talvez estampasse o protótipo imaginário da suma probidade, o valor superlativo da vida helênica.</p>
<p>É importante afirmar que os heróis eram física e espiritualmente, superiores aos homens. </p>
<p>Sob esse enfoque, o herói surge aos nossos olhos, com alto, forte, destemido, triunfador.</p>
<p>Se o herói tem um nascimento difícil e complicado; se toda a sua existência terrena é um desfile de viagens, de arrojo, de lutas, de sofrimentos, de desajustes, de incontinência e de descomedimento, o último ato de seu drama a <em>morte</em><em>,</em> se contitui no ápice de sua prova final: a morte do herói ou é traumática e violenta ou o surpreende em absoluta solidão. A morte do herói transforma-o num intermediário entre os homens e os deuses, num escudo poderoso que protege a <em>pólis</em> contra invasões inimigas, pestes, epidemias e todos os flagelos. Partícipa de uma imortalidade de cunho espiritual, garante a perenidade de seu nome, tornando-se um modelo exemplar para quantos se esforçam por superar a condições efêmera do mortal e sobreviver na memória dos homens.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aguerradetroia.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aguerradetroia.wordpress.com/522/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=522&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lili Machado</media:title>
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		<title>Orfeu e Eurídice</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 15:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[b23- Orfeu e Eurídice]]></category>
		<category><![CDATA[Corot]]></category>
		<category><![CDATA[Doré]]></category>
		<category><![CDATA[grecia]]></category>
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		<description><![CDATA[Orfeu era poeta e músico muito talentoso, filho de Apolo, de quem ganhou sua lira, e da musa Calíope, musa da epopéia, da poesia épica, da ciência em geral e da eloquência &#8211; a mais velha e sábia das musas. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=499&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orfeu1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-502" title="orfeu1" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orfeu1.jpg?w=212&#038;h=300" alt="orfeu1" width="212" height="300" /></a>Orfeu era <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poeta">poeta</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsico">músico</a> muito talentoso, filho de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apolo">Apolo</a>, de quem ganhou sua lira, e da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Musas">musa</a> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cal%C3%ADope">Calíope</a>, musa da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia_%C3%A9pica">epopéia</a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia_%C3%A9pica">poesia épica</a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia">ciência</a> em geral e da <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Eloqu%C3%AAncia&amp;action=edit&amp;redlink=1">eloquência</a> &#8211; a mais velha e sábia das musas.</p>
<p>Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo.  As árvores se curvavam para pegar os sons no vento.</p>
<p>Foi um dos cinquenta homens que atenderam ao chamado de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jas%C3%A3o">Jasão</a>, os argonautas, para buscar o Velocino de Ouro.  Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orpheus2c_de_zoetgevooisde_zanger.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-506" title="Orpheus%2C_de_zoetgevooisde_zanger" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orpheus2c_de_zoetgevooisde_zanger.jpg?w=477&#038;h=376" alt="Orpheus%2C_de_zoetgevooisde_zanger" width="477" height="376" /></a></p>
<p>Orfeu apaixonou-se por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eur%C3%ADdice">Eurídice</a> e casou-se com ela.</p>
<div id="attachment_518" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orpheuseurydicepoussin.jpg"><img class="size-full wp-image-518" title="OrpheusEurydicePoussin" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orpheuseurydicepoussin.jpg?w=477&#038;h=296" alt="Orfeu e Eurídice - Poussin" width="477" height="296" /></a><p class="wp-caption-text">Orfeu e Eurídice - Poussin</p></div>
<p>Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristeu">Aristeu</a>.  Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu.  Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou.</p>
<p>Por causa disso, as ninfas, companheiras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/michel_martin_drolling_-_orphc3a9e_et_eurydice.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-508" title="Michel_Martin_Drolling_-_Orph%C3%A9e_et_Eurydice" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/michel_martin_drolling_-_orphc3a9e_et_eurydice.jpg?w=477&#038;h=386" alt="Michel_Martin_Drolling_-_Orph%C3%A9e_et_Eurydice" width="477" height="386" /></a></p>
<div id="attachment_510" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/charon_by_dore.jpg"><img class="size-medium wp-image-510" title="Charon_by_Dore" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/charon_by_dore.jpg?w=236&#038;h=300" alt="Charon - Gustave Doré" width="236" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Charon - Gustave Doré</p></div>
<p>Orfeu ficou transtornado de tristeza.  Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta.</p>
<p>A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caronte_(mitologia)">Caronte</a> a levá-lo vivo pelo rio Estige.</p>
<p>A canção da lira adormeceu <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rbero">Cérbero</a>, o cão de três cabeças que vigiava os portões.</p>
<p>Seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.</p>
<p>Finalmente Orfeu chegou ao trono de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hades">Hades</a>.</p>
<div id="attachment_513" class="wp-caption alignright" style="width: 173px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/hades.png"><img class="size-medium wp-image-513" title="Hades" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/hades.png?w=163&#038;h=300" alt="Hades e Cérbero" width="163" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Hades e Cérbero</p></div>
<p>O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro.</p>
<p>Sua esposa, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pers%C3%A9fone">Perséfone</a>, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu.</p>
<p>Assim, Hades atendeu seu desejo.  Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos.  Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.</p>
<p>Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida.</p>
<p>Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol.  Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice o estava seguindo.<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Orfeu-atenas.jpg"> </a> </p>
<div id="attachment_515" class="wp-caption aligncenter" style="width: 487px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orfeu04_jpg.jpg"><img class="size-full wp-image-515" title="orfeu04_jpg" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/orfeu04_jpg.jpg?w=477&#038;h=396" alt="Orfeu e Eurídice - Corot" width="477" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">Orfeu e Eurídice - Corot</p></div>
<p>Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez.  Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos.  Ele a havia perdido para sempre.</p>
<div id="attachment_517" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/nymphs_finding_the_head_of_orpheus.jpg"><img class="size-medium wp-image-517" title="Nymphs_finding_the_Head_of_Orpheus" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/nymphs_finding_the_head_of_orpheus.jpg?w=198&#038;h=300" alt="Ninfas acham a cabeça de Orfeu - Waterhouse" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Ninfas acham a cabeça de Orfeu - Waterhouse</p></div>
<p>Em desespero total, Orfeu recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada.  Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos.  Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram.  Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando.</p>
<p>Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. </p>
<p>Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros.  Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/untitled.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-519" title="untitled" src="http://aguerradetroia.files.wordpress.com/2009/06/untitled.jpg?w=477&#038;h=771" alt="untitled" width="477" height="771" /></a></p>
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		<title>Bibliografia</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 22:52:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lili Machado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 1991. 2 v. BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da Mitologia: (a idade da fábula) História de Deuses e Heróis. Trad. David Jardim Jr. 11. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. ELIADE, Mircea; COULIANO, Loan P. Dicionário de religiões. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aguerradetroia.wordpress.com&amp;blog=5189872&amp;post=496&amp;subd=aguerradetroia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 1991. 2 v.</h3>
<p>BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da Mitologia: (a idade da fábula) História de Deuses e Heróis. Trad. David Jardim Jr. 11. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.</p>
<p>ELIADE, Mircea; COULIANO, Loan P. Dicionário de religiões. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2003.</p>
<p>HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. São Paulo: Iluminuras, 2006 (Biblioteca Pólen)</p>
<p>GUIMARÃES, Ruth. Dicionário da Mitologia Grega. São Paulo: Cultrix, s/d.</p>
<p>MAGALHÃES, Roberto Carvalho de. O Grande livro da Mitologia nas Artes Visuais. Rio de janeiro: Ediouro, 2007.</p>
<p>PESSANHA, José Américo Motta (org.) Mitologia. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1976.</p>
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